O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, teve sua interdição concedida pela Justiça de São Paulo após o agravamento de um quadro de Doença de Alzheimer. A decisão prevê que seu filho, Paulo Henrique, atue como curador provisório, responsável por questões financeiras e cotidianas, função que já vinha exercendo nos últimos anos.
O caso de FHC reacende o debate sobre a progressão da doença e os impactos nas funções cognitivas, especialmente em estágios mais avançados, quando o paciente passa a depender de cuidados constantes.
De acordo com o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o Alzheimer evolui de forma gradual, com diferentes níveis de comprometimento ao longo do tempo.
“O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que tem progressão continuada, não tem cura, mas existem alguns estágios pelos quais ela passa que quando bem mapeados e com um diagnóstico precoce podem ser manejados para dar uma melhor qualidade de vida ao paciente”, explica.
Fase inicial: sinais sutis
Nos estágios iniciais da condição, os sintomas podem ser leves e muitas vezes confundidos com esquecimentos comuns do envelhecimento. Dificuldade para lembrar compromissos recentes, perda de objetos e lapsos de memória são alguns dos primeiros sinais.
“Nessa fase, o paciente ainda mantém boa parte da autonomia, o que pode dificultar a identificação precoce da doença. Por isso, a observação de mudanças frequentes no comportamento é essencial para buscar avaliação médica”, destaca o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Fase intermediária: perda de autonomia
Com a progressão da doença, os sintomas se tornam mais evidentes. O paciente pode apresentar dificuldades para realizar tarefas do dia a dia, desorientação no tempo e espaço e alterações no comportamento.
“É nesse estágio que a doença começa a impactar de forma mais significativa a independência do indivíduo.A necessidade de supervisão passa a ser mais constante, especialmente para atividades básicas”, afirma.
Fase avançada: Dependência total
Nos estágios mais avançados da condição neurodegenerativa, o comprometimento cognitivo é severo. O paciente pode perder a capacidade de reconhecer familiares, se comunicar com clareza e realizar atividades simples.
“Na fase avançada, há uma dependência quase total de cuidados, tanto físicos quanto emocionais. Esse cenário exige acompanhamento contínuo de familiares e profissionais de saúde”, explica Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Impactos na vida familiar e legal
Além das consequências clínicas diretas ao paciente, o Alzheimer também traz implicações jurídicas, como a interdição. A medida é adotada quando a pessoa não tem mais capacidade de tomar decisões de forma autônoma.
“O suporte familiar é fundamental em todas as fases, tanto no cuidado quanto na tomada de decisões importantes”, reforça.
Casos como o de FHC evidenciam a importância de planejamento e acompanhamento ao longo da evolução da doença. Apesar da condição não ter cura, o diagnóstico precoce pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
“Identificar a doença no início permite intervenções que ajudam a preservar funções cognitivas por mais tempo”, finaliza o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.
Sugestão de pauta (Press Release) – Comunicado de imprensa
Créditos: Dr. Fabiano de Abreu Agrela (IMF Press Global)

