A Copa do Mundo já está logo ali e, mesmo com o Brasil chegando ao torneio cercado por expectativa, o ataque ainda não parece totalmente fechado. Há nomes fortes, mas a discussão continua aberta porque o setor ofensivo reúne perfis diferentes e algumas dúvidas que não existiriam em uma seleção mais consolidada na frente. Carlo Ancelotti deixou Neymar fora dos amistosos de março contra França e Croácia por entender que o camisa 10 ainda não estava 100%, embora tenha mantido a porta aberta para uma eventual convocação final se ele mostrar condição nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, o treinador chamou Endrick de volta, deu a primeira oportunidade a Igor Thiago e seguiu observando um grupo em que Vinícius Júnior, Raphinha, Matheus Cunha, João Pedro, Gabriel Martinelli e outros nomes disputam espaço real. Rodrygo, que naturalmente entraria nesse debate, ficou fora da Copa depois de sofrer uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho direito em março.
Vinícius Júnior chega com peso de estrela e desempenho muito forte no Real Madrid, onde soma 17 gols e 13 assistências na temporada, além de falar publicamente sobre o desejo de levar para a seleção o mesmo nível que alcançou no clube, já Raphinha segue também como um dos nomes mais consistentes, enquanto Matheus Cunha, João Pedro, Gabriel Martinelli, Endrick, Igor Thiago e até a possibilidade de Neymar compõem um cenário em que o Brasil parece ter muitas opções, mas ainda busca a combinação mais convincente para começar a Copa contra o Marrocos, em um grupo que ainda terá Haiti e Escócia.
O que ainda está em aberto no ataque do Brasil
Mesmo com a Copa do Mundo cada vez mais próxima, o Brasil ainda mantém em aberto algumas definições importantes no ataque, o que alimenta debates sobre combinações, hierarquia e o momento de cada nome cotado para o torneio. Esse interesse também aparece na forma como muita gente acompanha as cotações da Copa do Mundo na oddschecker para entender como o mercado lê a força da seleção brasileira e de seus principais candidatos ao protagonismo ofensivo.
Ancelotti pode optar por um ataque com mais mobilidade, usando Matheus Cunha ou João Pedro como referência menos fixa, pode buscar mais profundidade com Endrick, aproveitar o grande momento de Igor Thiago ou ainda esperar pela recuperação plena de Neymar. O amistoso contra a Croácia mostrou bem essa variedade, porque o Brasil criou com Vinicius atacando espaço, teve Matheus Cunha participando da jogada do primeiro gol, viu Endrick sofrer o pênalti convertido por Igor Thiago e ainda fechou a vitória com Gabriel Martinelli já no fim criando um cenário bem rico.
Os nomes que aparecem com mais força para a Copa
Se houver hoje um nome mais perto de liderar esse ataque, ele é Vinícius Júnior, não só pelo peso que já tem no futebol europeu, mas pelo momento em que chega à reta final da temporada e pela própria fala de que quer reproduzir na seleção o impacto que alcançou no Real Madrid. Raphinha entra logo atrás como peça de confiança, porque seu rendimento no ciclo recente e a capacidade de decidir em jogos grandes fazem dele um dos jogadores mais estáveis do setor. Matheus Cunha aparece como forte alternativa por oferecer mobilidade, intensidade e uma leitura de jogo que agrada a treinadores que não querem um centroavante preso à área o tempo todo. João Pedro e Gabriel Martinelli seguem fortes na disputa, enquanto Endrick voltou ao radar com a convocação de março e Igor Thiago ganhou tração depois da primeira chamada e do bom momento vivido no Brentford, onde já soma 21 gols na temporada e vive a melhor fase da carreira.
O caso de Neymar é diferente e, justamente por isso, continua ocupando espaço no debate. Ancelotti já deixou claro que ele pode ir à Copa se estiver 100%, mas também foi direto ao explicar por que não o chamou para os amistosos anteriores. O técnico quer um ataque com condição física plena e não pretende convocar por peso histórico apenas. Isso faz sentido, mas mantém no ar uma pergunta que atravessa todo o noticiário da seleção, se ainda haverá tempo para Neymar entrar nessa disputa final e alterar o setor ofensivo.
Por que essa indefinição mantém o debate aceso entre os torcedores
A proximidade da Copa sempre aumenta o interesse em torno da seleção, mas no caso do ataque brasileiro existe um ingrediente extra pela indefinição que afeta justamente a área do campo em que o torcedor brasileiro mais gosta de procurar protagonistas. Quando uma equipe já chega com trio ofensivo completamente consolidado é diferente, mas quando ainda há espaço para discutir quem joga o assunto cresce naturalmente e passa a ocupar análise, mesa-redonda, rede social e conversa de arquibancada.
Existe ainda o fator emocional aí com o Brasil a continuar sendo uma seleção que carrega enorme expectativa em qualquer Copa. O amistoso contra a França perdido por 2 a 1 aumentou o ruído, mas a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia deu um pouco mais de fôlego e ofereceu sinais melhores mesmo não fechando a discussão. É por isso que o tema segue tão quente, não que faltem nomes, mas falta saber qual combinação dará ao Brasil um ataque que chegue à Copa com mais convicção do que dúvida.

