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sexta-feira, 24 de abril, 2026

Na Feira Brasil na Mesa, MMA destaca sociobiodiversidade dos biomas brasileiros

A abertura da Feira Brasil da Mesa, nesta quinta-feira (23/4), reuniu expositores e autoridades para valorizar a riqueza e diversidade alimentar do país. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) destacou, em especial, as iniciativas sustentáveis, que auxiliam na manutenção das florestas em pé e beneficiam os povos e comunidades tradicionais, assim como agricultoras e agricultores familiares 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a Feira e destacou a qualidade da produção alimentar do país. “O que eu quero é que a gente consiga mostrar ao Brasil que nós somos capazes de produzir alimento”, afirmou o presidente. Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou. 

Na ocasião, a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, ressaltou que o sistema alimentar se beneficia do fortalecimento da produção de pequenos e médios agricultores e povos e comunidades tradicionais. 

Estamos aqui mostrando a diversidade do que é produzido, sociobiodiversidade do Brasil. São muitos produtos de diversos biomas. A Feira Brasil na Mesa representa a produção de muitos povos e comunidades tradicionais do Brasil, a tradição alimentar, a cultura alimentar, a segurança alimentar e, principalmente, a autonomia alimentar desses povosenfatizou.

Realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Feira busca aproximar produção, pesquisa, políticas públicas e consumo. “O PIB agrícola de 2025 foi de R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões, o que representa 17%. Essa visão estratégica, integrando todos os ministérios, ajudou muito a Embrapa nesses últimos três anos a fortalecer o papel da ciência e tecnologia no Brasil. Garantir a segurança alimentar é questão de paz mundial”, ressaltou Silvia Massruhá, presidente do órgão. 

O evento ocorre até o próximo sábado (25/4), em Planaltina (DF), com degustações, venda de artesanato e de cerca de 150 alimentos de todos os biomas brasileiros, além de debates sobre a cadeia alimentar e tours pelas instalações da Embrapa Cerrados.

Há, ainda, estandes dos ministérios parceiros do evento, com informações sobre as políticas públicas do Governo do Brasil voltadas à promoção da segurança e produção alimentar. O MMA está presente com a exposição de políticas de controle do desmatamento, fundo de investimento para produção em territórios tradicionais, plano para agricultura urbana e medidas para impulsionar a adaptação à mudança do clima, assim como o canal de apoio a denúncias de agrotóxicos nos territórios.  

A cerimônia de abertura reuniu diversas autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, os ministros André de Paula (Agricultura e Pecuária), Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Leonardo Barchini (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, embaixadora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Secretária Edel Moraes
A secretária Edel Moraes, do MMA, destacou a importância dos povos e comunidades tradicionais para a soberania alimentar

Luta contra os agrotóxicos 

No período da tarde, o diretor do Departamento de Políticas de Gestão Ambiental Rural do MMA, Daniel Peter, integrou um painel sobre o PRONARA, apresentando o Canal de Apoio a Denúncias por Agrotóxicos, lançado pelo ministério no final de março 

É uma ferramenta cidadã, um empoderamento que o MMA consegue garantir para a população brasileira proteger os seus territórios, seus sistemas agrícolas tradicionais, para proteger a produção agroecológica, a produção orgânica e a vida”, enfatizou o diretor.  

A ferramenta busca fortalecer o encaminhamento adequado de denúncias relacionadas ao uso irregular dessas substâncias, além de facilitar o acesso da sociedade civil aos órgãos responsáveis pela fiscalização. A ação integra o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um marco na política ambiental brasileira. O programa, instituído pelo Decreto nº 12.538, de 30 de junho de 2025, propõe a redução progressiva do uso de agrotóxicos, conciliando a proteção dos ecossistemas e da saúde humana com o desenvolvimento sustentável. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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 Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima