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segunda-feira, 27 de abril, 2026

Internado há 18 anos, ‘Maníaco da Cruz’ passa por audiência por atacar policial penal

Atualmente, ele está com 34 anos, mas foi detido quando ainda era jovem, após uma sequência de assassinatos.

Dyonathan Celestrino, o ‘Maníaco da Cruz’, como ficou popularmente conhecido em Mato Grosso do Sul, passará nesta terça-feira (28) por audiência de instrução e julgamento referente ao ataque contra policiais ocorrido em 2024, em Campo Grande. Atualmente, ele está com 34 anos, mas foi detido quando ainda era jovem, após uma sequência de assassinatos.

Custodiado em uma ala psiquiátrica do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), o ‘Maníaco da Cruz’ participará da audiência sem sair do presídio — sua participação será por videochamada. O motivo do interrogatório é que, em 29 de setembro de 2024, durante o banho de sol, por volta das 16h45, no solário, ele teria se negado a retornar para a cela.

Assim, resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo. Ato contínuo, ele se tornou agressivo e arremessou uma garrafa pet com urina no policial penal. Na época, os policiais chegaram a relatar no boletim de ocorrência que era recorrente ele agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.

Já em maio do ano passado, ‘Maníaco da Cruz’ foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pelo ataque. No entanto, a denúncia foi aceita somente após uma audiência em dezembro do ano passado.

Por fim, nesta terça-feira, acontece de fato a audiência de instrução e julgamento do caso. Na oportunidade, o réu também participará por videoconferência, sem a necessidade de sair das dependências do presídio. Estão previstos o interrogatório do ‘Maníaco da Cruz’ e a oitiva das testemunhas arroladas.

Policial fraturou nariz

No mesmo mês, no entanto, em 2023, também teria agredido outro policial penal que teve o nariz fraturado. Dyonathan estava no solário de cela especial, muito alterado, e se recusou a entrar para sua cela.

Ainda de acordo com o registro policial, ele se jogava ao solo, contra as paredes, gritava dizendo que mataria os policiais, exigia erva de tereré ou, caso contrário, daria problema aos funcionários públicos.

Foi acionada a equipe de segurança e, mesmo assim, ele mostrou resistência, segurando-se na porta para não entrar no cômodo — ele tentava atingir os policiais com socos e pontapés. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e resistência.

Vítimas do ‘Maníaco da Cruz’

As vítimas de Dyonathan foram Gleice Kelly da Silva, 13 anos, Letícia Neves de Oliveira, 22 anos, e Catalino Gardena, 33 anos. O serial killer foi identificado após a polícia encontrar uma mensagem no Orkut de Gleice, deixada pelo adolescente, que usava o nome “Dog Hell 666”.

Foi solicitada quebra de sigilo telefônico e a polícia identificou que Dyonathan ligava para ela até mesmo após a morte. Em outubro de 2008, ele acabou apreendido em casa e foi internado na Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã. Anos depois, em 2013, ele fugiu para o Paraguai, mas foi encontrado e preso.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. Isso porque, segundo ele, Catalino era alcoólatra e homossexual, Letícia era travesti e Gleice seria usuária de drogas.

Foi determinada a interdição de Dyonathan, e a medida de segurança o mantém internado no IPCG, na ala de saúde. Foi apontado que ele era inapto a voltar ao convívio social. Recentemente, Dyonathan foi condenado por ameaçar um agente.

Fonte: Midiamax