A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), da Secretaria-Geral da Presidência da República, participou da XX Reunião Ministerial Ibero-Americana de Juventude, realizada nos dias 28 e 29 de abril de 2026, em Zamora, na Espanha, no âmbito dos preparativos para a XXX Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.
O encontro reuniu ministras, ministros e altas autoridades de juventude dos países ibero-americanos com o objetivo de fortalecer a cooperação regional e avançar na construção de políticas públicas voltadas às juventudes, reconhecendo seu papel estratégico para o desenvolvimento, a democracia e a coesão social na região.
Como resultado, foi adotada a Declaração de Zamora, que reafirma compromissos com a ampliação da participação juvenil nos processos decisórios, o acesso a direitos e oportunidades — como educação, trabalho digno e habitação — e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas e intersetoriais para as juventudes.

- Diretor de Políticas Públicas Transversais de Juventude, Nilson Florentino Júnior. Foto: Secretaria-Geral Ibero-Americana/Reprodução
Durante as negociações, o Brasil apresentou contribuições relevantes ao texto final, com destaque para a inclusão de um trecho que reconhece o papel estratégico do voluntariado juvenil como instrumento de participação social e desenvolvimento. A proposta brasileira incorporada à declaração estabelece:
“Promover e fortalecer o voluntariado juvenil como instrumento de participação social, solidariedade, educação cívica e desenvolvimento de competências, fomentando a criação e o reforço de programas nacionais e regionais de voluntariado, incluindo intercâmbios, reconhecimento de experiências e certificação de competências adquiridas, com especial atenção à inclusão de jovens em situações de vulnerabilidade.”
A inclusão do tema reforça o compromisso do Brasil com a valorização do protagonismo juvenil e com a construção de políticas que ampliem oportunidades, fortaleçam a cidadania e promovam a inclusão social das juventudes, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade.
A participação brasileira também se destacou no painel “Participação juvenil e direitos das gerações futuras”, no qual foram apresentadas iniciativas que vêm consolidando a participação como elemento estruturante das políticas públicas no país.
Na intervenção do diretor de Políticas Públicas Transversais de Juventude, Nilson Florentino Júnior, o Brasil apresentou a Conferência Nacional de Juventude como um amplo processo democrático de escuta e mobilização social, além do papel do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) como espaço permanente de incidência e controle social. Também foram destacadas a construção do Plano Nacional de Juventude e a participação ativa das juventudes no PPA Participativo, considerada uma inovação no planejamento governamental.
Ao abordar o tema, foi enfatizado que a participação juvenil precisa ultrapassar iniciativas pontuais e se consolidar como política de Estado:
“A participação juvenil não pode ser simbólica nem pontual. Ela precisa ser estruturante, contínua e com capacidade real de incidência.”
Outro ponto de destaque foi a tramitação do Tratado Internacional de Direitos da Juventude, atualmente em análise jurídica no Brasil, entendido como um marco para o reconhecimento da juventude como sujeito de direitos e para o fortalecimento da cooperação ibero-americana.
Encerrando a participação, o Brasil reafirmou a importância do multilateralismo como instrumento de diálogo e construção coletiva, especialmente diante dos desafios contemporâneos, e destacou o papel das juventudes na construção de respostas mais inclusivas, democráticas e sustentáveis para o futuro da região.
Fonte: Secretaria-Geral

