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quarta-feira, 6 de maio, 2026

Governo do Brasil apresenta projetos que fortalecem redes de agroecologia e segurança alimentar no Consea

Com investimentos de R$ 2,4 bilhões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detalhou como destinou recursos para fortalecer políticas de segurança alimentar e nutricional e sistemas alimentares entre 2023 e 2025 em todo o Brasil. A apresentação aconteceu durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), em Brasília, nesta quarta-feira (6).

A diretora do BNDES, Teresa Campelo, enfatizou que a segurança alimentar se tornou um “direcionador estratégico” que orienta as ações da instituição, integrando pautas de soberania, biodiversidade e mitigação climática.

Segundo Campelo, o banco fez uma opção clara por investir na inclusão socioprodutiva e na agenda de meio ambiente, buscando unir a produção de alimentos com a preservação florestal. “Não é apenas sobre os grandes números, mas sobre mostrar o esforço e a inflexão que estamos fazendo para que essa agenda reorganize a atuação do banco”, afirmou a diretora.

Expansão do Ecoforte e Bioinsumos

A diretora anunciou, ainda, a ampliação do programa Ecoforte, com a inclusão de quatro novas redes de agroecologia no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Piauí, zerando a fila de espera. O programa é visto como um “laboratório de inovação institucional” que fortalece a participação social e a intersetorialidade nos territórios.

Além disso, foi lançada a segunda etapa do BNDES Bioinsumos, com R$ 40 milhões disponíveis para cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa quer garantir autonomia tecnológica e reduzir custos de insumos para o setor, sendo considerada essencial para a transição agroecológica.

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, destacou que a regulamentação da lei de bioinsumos permitirá que os agricultores produzam em suas próprias unidades, um legado fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar.

Integração Institucional e Entregas Territoriais

A plenária também teve a presença do novo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Silvio Porto, que reforçou o papel da entidade na execução de políticas públicas. Já a ministra Fernanda Machiaveli ressaltou que o momento atual do governo é de aceleração das entregas nos territórios. “Tudo o que fizemos para reconstruir as políticas agora precisa chegar em cada um dos territórios rurais e fazer a diferença na vida das pessoas”, declarou a ministra.

A secretária Nacional de Diálogos Sociais da Secretaria-Geral da Presidência da República, Kelli Mafort,  destacou a importância da participação social na elaboração dos projetos, afirmando que a abertura de instituições como o BNDES para o diálogo com movimentos sociais fortalece a democracia e o desenvolvimento social do país.

Projetos

Durante a plenária do Consea, também foram apresentados projetos como o Amazônia na Escola, com investimento de R$ 332 milhões para fortalecer a agricultura familiar e melhorar a nutrição de 1 milhão de crianças na região norte. O Sertão Vivo envolve recursos de R$ 1 bilhão voltados à resiliência climática e aumento da produção de alimentos no semiárido, beneficiando 1 milhão de pessoas. Já o Naturezas Quilombolas oferece apoio à gestão territorial e ambiental em 40 territórios quilombolas na Amazônia.

Fonte: Secretaria-Geral