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quarta-feira, 27 de maio, 2026

Mais de 5,1 milhões de famílias saem do Bolsa Família por aumento de renda

Mais de 5,1 milhões de lares deixaram de necessitar do benefício do Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo do Brasil, e abril de 2026. São famílias que tiveram aumento da renda acima do limite da Regra de Proteção, ou que cumpriram o prazo para estar nesta regra.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, reforçou a importância do programa para a superação da pobreza no país. “De 2023 para cá, com esse novo modelo estimulador do emprego e do trabalho, mais de 5 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família por que saíram da pobreza, ou seja, passaram a ter um emprego”, afirmou.

A Regra de Proteção foi criada para assegurar às famílias com aumento de renda um suporte financeiro até que elas se estabilizem no novo vínculo, promovendo uma transição segura para a autonomia financeira.

Ela permite que a família que melhora sua renda acima do valor de R$ 218 por pessoa, até o limite de R$ 706 per capita, não é imediatamente desligada do programa. Ela segue recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses.

Os dados estaduais também mostram que no mesmo período, São Paulo liderou as saídas do programa por aumento de renda, com 745,6 mil famílias, seguido pelo Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

Emprego

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) cruzados com o Cadastro Único revelam que 80% das vagas de emprego com carteira assinada geradas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego, confirmando achados de estudos anteriores sobre o tema”, prosseguiu Wellington Dias.

Além disso, o rendimento do trabalho das pessoas de menor renda subiu 10,7%, ritmo 50% superior ao crescimento registrado entre os 10% mais ricos do país (6,7%). O resultado é a maior redução da desigualdade social observada no Brasil nos últimos anos, com a renda do trabalho subindo, em média, 7,1% no ano.

Os dados são do estudo da FGV Social, baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que atribui o avanço à combinação entre a geração de empregos formais e a Regra de Proteção do Bolsa Família, realizado em 2025.

Isso indica que os beneficiários do Bolsa Família estão conseguindo romper o ciclo de pobreza. E um dos mecanismos para isso é o Programa Acredita, iniciativa que já movimentou R$ 15 bilhões em crédito para microempreendedores de baixa renda, utilizando um Fundo Garantidor que dispensa a necessidade de avalistas tradicionais.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome