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quinta-feira, 28 de maio, 2026

PMs são presos durante Operação Janus em MS

A operação acontece após 14 meses de investigações que revelaram um esquema de associação ao tráfico de drogas e agiotagem nas duas cidades.

Quatro policiais militares foram presos durante a Operação Janus, em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, nesta quinta-feira (28), e serão afastados de suas funções. A operação acontece após 14 meses de investigações que revelaram um esquema de associação ao tráfico de drogas e agiotagem nas duas cidades.

Com apoio da Corregedoria-Geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, além da prisão dos servidores.

Ao Jornal Midiamax, a PMMS informou que acompanha todo o processo e que os militares envolvidos serão afastados. Posteriormente, eles serão encaminhados ao PME (Presídio Militar Estadual).

Os militares envolvidos serão prontamente afastados de suas funções, e já foram instaurados os devidos procedimentos administrativos internos cabíveis para apuração dos demais fatos e responsabilização das condutas em nível disciplinar, com posterior aplicação das sanções consideradas cabíveis. Após os trâmites legais, os militares presos serão conduzidos ao Presídio Militar Estadual”, informou, em nota.

A corporação ressaltou que não coaduna com desvios de conduta e que isso não reflete o padrão de atuação do efetivo. Por fim, afirmou que colabora com o MPMS e ficará à disposição para todo o apoio necessário ao andamento das ações.

A PMMS enfatiza que eventuais desvios de conduta individuais não refletem o padrão de atuação dos nossos homens e mulheres, que trabalham diuturnamente em todos os 79 municípios do estado, buscando sempre garantir a segurança da população sul-mato-grossense. Ressaltamos que a Instituição não coaduna com desvios de conduta ou procedimentos que extrapolem os limites operacionais estabelecidos em nossas doutrinas e diretrizes”, destacou.

Modus operandi

As investigações iniciaram nos primeiros meses do ano passado após denúncias revelarem que os policiais associaram-se a traficantes locais para a venda de drogas.

Na ocasião, os militares firmavam uma parceria com os criminosos para permitir que vendessem drogas livremente. Inclusive, eram violentos com os rivais dos traficantes.

Segundo as investigações, os envolvidos forneciam drogas para que os comparsas revendessem e repassassem os lucros depois. Algumas das drogas fornecidas eram desviadas de apreensões em flagrante após informações repassadas pelos próprios “sócios” no esquema criminoso.

Além disso, alguns dos policiais eram agiotas no esquema. Eles eram contratados para ameaçar os devedores, usando da condição de agente da segurança pública.

Fonte: Midiamax