Líder do governo no Senado considera que norma aprovada no governo Dilma não funcionou.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta terça-feira (16) que a lei da delação premiada aprovada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff foi um erro. Em discurso no plenário, o senador disse que o Congresso não percebeu, à época, os riscos de permitir acordos de colaboração com investigados presos.
“Nós, acho, cometemos um erro. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas”, afirmou.
Segundo Wagner, esse modelo abriu espaço para acusações obtidas sob “coação psicológica”, numa referência às investigações da Lava Jato. “Na verdade, foi com essa delação sob coação psicológica, a real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram o atual presidente Lula à cadeia.”
O petista disse que a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade.
“O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, questionou.
O líder tem sido citado como envolvido em negócios de Daniel Vorcaro na Bahia. Ele se defendeu. Disse que não tinha relação com o banqueiro e que, se a delação dele foi rejeitada, deveria ter sido “picotada”.
A declaração foi feita durante discurso em solidariedade ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), após ele negar ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro.
Fonte: R7

