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quinta-feira, 18 de junho, 2026

Campo Grande está em alerta para casos de doenças respiratórias entre jovens e idosos, aponta Fiocruz

Além disso, 12 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta

O avanço dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associados aos vírus da influenza A e B entre jovens e idosos colocou Campo Grande em nível de alerta. É o que apontam dados do boletim InfoGripe da Fiocruz divulgados nesta quinta-feira (18).

O detalhamento mostra que Campo Grande divide esse cenário com mais dez cidades brasileiras que voltaram a apresentar incidência, sendo elas Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

A análise destaca que os casos são impulsionados pelo aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório nas crianças pequenas e das hospitalizações pelos vírus da influenza A e B na população de jovens, adultos e idosos.

Além disso, 12 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo, sendo elas: Aracaju (SE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (NA), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Em nível nacional, houve desaceleração do crescimento do número de casos de SRAG nas crianças até 4 anos e queda dos casos graves nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Os números foram analisados entre o período de 7 a 13 de junho.

Óbitos por síndrome respiratória

Enquanto isso, a incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Referente aos óbitos de SRAG em 2026, foram registrados 3.842 óbitos de SRAG, sendo 1.772 (46,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 1.679 (43,7%) negativos e ao menos 82 (2,1%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 41,7% de influenza A, 5,8% de influenza B, 9,6% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 20,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 43,7% de influenza A, 10,5% de influenza B, 16,9% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Fonte: Midiamax