Mais cedo, a área técnica do Supremo já havia sinalizado que o caso deveria ficar com o ministro.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (25) que o ministro André Mendonça deve ser o relator da notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio e Eduardo.
Mais cedo, a área técnica do STF sinalizou que o caso deveria ir a Mendonça. O parecer apresentado não mencionava especificamente que o caso deva ficar com Mendonça, e lembrou que há duas ações relacionadas ao filme Dark Horse já foram distribuídas por prevenção ao ministro.
Nesta semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento ao STF no qual defendia que o ministro André Mendonça fosse o relator da notícia-crime.
A PGR defendeu Mendonça porque o caso já é alvo de uma apuração sob relatoria do ministro. O então relator, ministro Alexandre de Moraes, enviou o processo para a Presidência da Corte definir a tramitação.
Pedido
No dia 18 de maio, o deputado federal Lindbergh Farias pediu ao STF para incluir, na investigação que apura a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, os nomes de Flávio Bolsonaro — apontado como possível operador político e financeiro da captação milionária junto a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — e Jair Bolsonaro, que teria sido o beneficiário político direto da operação.
Segundo a petição, Flávio Bolsonaro teria cobrado dezenas de milhões de dólares de Vorcaro sob a justificativa de financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Fonte: R7

