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terça-feira, 30 de junho, 2026

Lula sugere o uso do Pix em países do Mercosul

Em cúpula no Paraguai, presidente afirma que integração financeira ‘aumentará a resiliência frente a choques externos’

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sugeriu nesta terça-feira (30) que o Pix seja expandido para toda a América do Sul, em um sinal de integração entre os países do bloco aduaneiro.

“Experiências nacionais bem-sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul”, disse o presidente, em discurso na cúpula do Mercosul, no Paraguai.

“A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”, completou.

Crime organizado

Lula também falou sobre o combate ao crime organizado, ressaltando que o governo brasileiro prioriza “o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para asfixiar os escalões mais altos das redes criminosas e combater o tráfico de drogas e de armas”.

O chefe do Executivo informou que o Brasil vai custear a presença de delegados de países do Mercosul por um ano em Buenos Aires para “ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e crimes correlatos”.

Depois de ler o discurso, o presidente falou de improviso. Fez críticas ao Mercosul e a todos os países quando disse que é preciso ter “instituições sólidas” e defendeu que o bloco funcione independentemente de ideologias políticas.

“Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição deste ou daquele presidente. Senão, nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando. A depender da vontade de um presidente, funciona; a depender (de outro presidente), não funciona. A gente nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade para ter influência no mundo”, declarou.

Fonte: R7