Conforme a investigação, em um armário da unidade prisional foram apreendidos 4,4 quilos de maconha, 1 quilo de cocaína.
O policial penal Éder Pereira Vilhalba, de 42 anos, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (16), em Campo Grande, durante investigação que apura o envolvimento dele com o tráfico de drogas. O mandado foi cumprido por equipes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o caso teve início em agosto do ano passado, depois que policiais penais da própria unidade prisional encontraram drogas e outros materiais suspeitos durante uma fiscalização interna.
Conforme a investigação, em um armário da unidade prisional foram apreendidos 4,4 quilos de maconha, 1 quilo de cocaína. Também foram encontrados 24 carregadores de celular, uma balança de precisão e um caderno com anotações manuscritas, que passou a integrar o conjunto de provas da apuração.
Ao Campo Grande News, o advogado de defesa, Ronny Plaza, afirmou que ainda não teve acesso integral aos autos, que tramitam sob segredo de Justiça. Segundo ele, a defesa pedirá a revogação da prisão preventiva durante a audiência de custódia, sob o argumento de que o policial penal é réu primário, possui residência fixa e colaborou com as investigações desde o início.
O advogado também sustenta que o servidor não é o proprietário dos entorpecentes. Conforme Plaza, a droga foi localizada em um armário que não era utilizado por Éder. A única ligação apontada pela investigação seria um caderno com anotações pessoais do policial que, segundo a defesa, tratavam de um plano de gestão de supermercado, atividade exercida por ele antes de ingressar na Polícia Penal. Para o advogado, o material teria sido colocado no local por terceiros.
Em nota, a Agepen informou que a prisão preventiva ocorreu após a conclusão dos procedimentos investigativos, que, segundo a agência, confirmaram, por meio de exames periciais, a vinculação da droga apreendida ao servidor investigado.
Ainda conforme a agência, a investigação começou depois que policiais penais da própria unidade identificaram a irregularidade, apreenderam o material e adotaram imediatamente as providências administrativas e legais cabíveis. A instituição afirma que, a partir desse trabalho, foram produzidas as provas técnicas que embasaram a responsabilização criminal.
A Agepen também destacou que mantém mecanismos permanentes de fiscalização, controle interno e investigação, que atuam de forma técnica e independente para apurar eventuais irregularidades. Segundo a agência, a instituição adota “tolerância zero” com condutas ilícitas e ressalta que casos individuais não representam a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, formada por servidores que desempenham suas funções com responsabilidade e compromisso com a segurança pública.
Fonte: Campograndenews

