A decisão é resultado do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) nº 06/2025, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil.
O investigador de Polícia Judiciária Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente do Estado de Mato Grosso do Sul. A penalidade foi determinada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) em resolução assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira.
A decisão é resultado do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) nº 06/2025, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil. A resolução aponta violações de deveres funcionais e de proibições previstas na Lei Complementar Estadual nº 114, de 2005, mas não descreve, no documento publicado, as condutas específicas atribuídas ao servidor.
Segundo informações apresentadas pela Justiça Federal e divulgadas à época, o investigador seria suspeito de usar a função pública para facilitar o transporte de mercadorias ilegais. A investigação aponta que o grupo teria atuado entre 2023 e 2025. Edivaldo já havia sido preso em flagrante em dezembro de 2024, quando transportava 193 aparelhos celulares, conforme citado na decisão judicial.
Em abril, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigador mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo e proibição de deixar o município sem autorização. O magistrado entendeu que a manutenção da prisão já não era necessária naquele momento.
A resolução de demissão, no entanto, não menciona a Operação Iscariotes nem afirma que a penalidade administrativa decorre diretamente da investigação federal. O PAD citado no documento foi aberto em 2025, antes da operação realizada em março de 2026.
Fonte: Campograndenews

