O feminicídio de Marta foi o 3º daquele ano no Estado.
O feminicida de Marta Leila Silva Neto, assassinada a facadas em janeiro de 2024, foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão. O crime aconteceu em Silviolândia, distrito de Coxim.
O Tribunal do Júri de Coxim considerou o réu responsável pelo assassinato e aceitou os argumentos apresentados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). O feminicídio de Marta foi o 3º daquele ano no Estado.
Segundo as investigações, Marta decidiu terminar o relacionamento com o homem após uma discussão motivada por ciúmes. Ela pediu que ele deixasse a casa, mas, pouco tempo depois, ele voltou ao local com uma faca e atacou a vítima.
Marta foi atingida por 11 golpes e morreu. Durante o julgamento, os jurados rejeitaram o pedido da defesa pela absolvição e não aceitaram o argumento de que o crime teria ocorrido por emoção.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio, conforme apresentado pelo Ministério Público.
Na sentença, a Justiça considerou a gravidade do crime e reforçou os relatos de que o condenado tinha comportamento controlador e violento. A decisão também levou em conta que Marta deixou dois filhos.
Além da prisão, a Justiça determinou o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à família da vítima. A prisão preventiva foi mantida, e o condenado deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
Relembre o caso
Após o crime, o acusado tentou tirar a própria vida, mas foi socorrido para o Hospital Regional Álvaro Fontoura. No dia seguinte, ele foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande.
Segundo a Polícia Civil, na época, não havia registro de violência sofrida por Marta, embora o relacionamento entre os dois fosse conturbado. Eles estavam juntos há cerca de seis anos.
A única passagem pela polícia que o homem tinha era pelo crime de homicídio culposo no trânsito.
Fonte: Midiamax

