09/11/2013 17h
Foi sepultado na tarde deste sábado (09) em Ponta Porã, o corpo do soldado do 11º RC MEC que se suicidou no Haiti
O sepultamento foi acompanhado por militares do 11º RC MEC, familiares e amigos do soldado.
redação: Dora Nunes
O corpo do soldado Geraldo Barbosa Luiz, que se suicidou com um tiro de fuzil no Haiti onde fazia parte da Missão de paz da Organização das Nações Unidas(ONU) e integrava o Batalhão de Infantaria de Força de Paz, foi velado na capela do Pax Primavera na região do Grande Marambaia em Ponta Porã.
Por volta das 15h30min o cortejo fúnebre deixou a capela mortuária com destino ao cemitério São Vicente de Paula, na saída para Antonio João, onde o corpo do soldado foi sepultado com todas as honras militares.
Na chegada ao campo santo, uma escolta formada por militares do 11º RC MEC acompanhou o caixão até o local onde foi sepultado. Em clima de muita emoção, a guarda militar fúnebre realizou um salva de 15 tiros e ao som das cornetas o corpo de Geraldo Barbosa Luiz foi sepultado, sendo que neste momento a emoção foi ainda maior tanto por parte dos familiares como também pelos militares que estavam presentes.
O Coronel Paulo Filho, comandante do 11º RC MEC juntamente com um oficial da ONU que acompanhou o corpo do Haiti até Ponta Porã, fizeram a entrega das bandeiras do Brasil e da ONU aos familiares lamentando o ocorrido.
Durante o velório, o professor Ademir, professor de voleibol em Ponta Porã e que treinou o soldado desde os 10 anos de idade disse que o jovem era uma pessoa encantadora e que a perda não é só para o voleibol, mas também para os familiares, para o exército. “ Vi esse menino de pezinho descalço lá na poli fazendo sua inscrição só para ganhar uma camisetinha e depois vi aquele menino se transformar num homem digno e honrado, que não tinha vícios, só pensava em trabalhar, simplesmente é lamentável e é como se eu tivesse perdido um filho”, finalizou o professor Ademir.
O coronel Paulo Filho, comandante do 11º RC Mec, presente no velório do soldado Geraldo Barbosa Luiz, afirmou que o posicionamento do exército é de lamentação pela perda de um militar que estava representando o regimento numa missão muito importante no Haiti. “ É um sofrimento para todos nós e para a família e faremos o possível para auxiliar os familiares dentro da legislação e vamos aguardar o resultado das investigações para apurar oficialmente a causa da morte e as circunstâncias que envolveram o fato”, disse o comandante, lembrando ainda que essa investigação será feita no Haiti, uma vez que o jovem esta cedido ao Batalhão de Paz, portanto o comandante do referido batalhão e a própria ONU já estão juntamente com os policiais investigando todas as causas do acidente.
Em relação ao translado do corpo, Paulo Filho falou da demora devido aos diversos procedimentos e normas por parte da ONU, mas que ainda aconteceu dentro do previsto.
Os outros soldados em missão no Haiti continuam seus trabalhos tendo o final desse mês para retorno.






