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quarta-feira, 12 de agosto, 2026

Anta morre 8 horas após ser atropelada e socorrida em estado grave

Devido à gravidade dos ferimentos, o animal não resistiu e veio a óbito na madrugada desta quarta-feira (12)

Uma anta foi socorrida em estado gravíssimo no início da noite de terça-feira (11) após ser vítima de atropelamento em uma via urbana de Bonito, cidade turística em Mato Grosso do Sul. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal não resistiu e veio a óbito na madrugada desta quarta-feira (12)

Conforme relata o médico-veterinário Marcelo Mathias, um dos responsáveis pelo resgate, a anta foi atingida por uma picape, em frente ao Centro de Convenções de Bonito. A ocorrência foi registrada por volta das 18h40. Devido ao atropelamento, o animal perdeu o movimento das patas traseiras e sofreu uma forte hemorragia interna.

A anta foi encaminhada ao Raras (Recinto de Amparo e Reabilitação de Animais Silvestres), onde recebeu tratamento e medicação para tratar as dores abdominais intensas e conter a hemorragia. Mesmo diante dos esforços da equipe veterinária, o animal acabou morrendo devido à hemorragia por volta das 3h30 da madrugada.

O corpo do animal foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses de Bonito para receber a destinação correta.

Acidentes matam 100 animais por ano em MS

As antas são uma das espécies mais atingidas nas rodovias de Mato Grosso do Sul, tendo uma média de 100 mortes por ano em colisões com veículos, conforme dados levantados pela Incab (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira). Além disso, acidentes entre veículos e animais nas rodovias do estado já resultaram no óbito de mais de 50 pessoas nos últimos 13 anos. O levantamento da Incab considera o período entre 2013 e 2026.

Uma das maneiras mais eficazes de evitar esse tipo de acidente é viabilizar a coexistência entre a vida selvagem e a presença humana. Em Mato Grosso do Sul, considerado um dos estados campeões em colisões veiculares com fauna, existem cerca de cinco projetos de conservação ambiental que buscam propor e implementar ações de mitigação em conjunto com órgãos de proteção da fauna.

Embora as ações não impeçam a entrada repentina de um animal na pista, a ciência comprova que é possível mitigar essas colisões em até 80% ao adotar medidas adequadas que vão além das ações dos motoristas que trafegam nas estradas.

Ações que ajudam a evitar colisões:

  • Passagens de fauna inferiores;
  • Passagens de fauna superiores;
  • Adaptação de drenos fluvio-pluviais para a passagem de fauna;
  • Cercamento da via, ao longo das passagens de fauna;
  • Sinalização viária e redutores de velocidade ao longo da via.

Fonte: Midiamax