Já a garota, moradora de Belo Horizonte (MG), teve a prisão convertida em preventiva.
O soldado da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), de 27 anos, preso na segunda-feira (10) ao dar ‘carona amiga’ para uma jovem, de 19 anos, que transportava droga na mala, foi solto em Campo Grande. Já a garota, moradora de Belo Horizonte (MG), teve a prisão convertida em preventiva.
O flagrante ocorreu na tarde de segunda-feira, quando o servidor foi abordado por equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) durante um bloqueio policial na Operação Protetor. Na ocasião, ele havia ido a Ponta Porã para comprar uma bicicleta elétrica.
Ao retornar para Campo Grande, ofertou vagas na modalidade ‘carona amiga’; assim, embarcaram outros dois passageiros, sendo a jovem mineira e um morador de Ponta Porã, de 23 anos. Logo, em uma das bagagens que estavam no carro, conduzido pelo soldado, foram encontrados 14 sacos lacrados a vácuo com quatro quilos de supermaconha.
Durante o depoimento na delegacia, o trio que estava no veículo negou que se conhecia antes da data do flagrante. A jovem, que seria a responsável pela mala com a supermaconha, pagaria R$ 130 pela viagem até um hotel próximo à Rodoviária de Campo Grande. Já o rapaz, de 23 anos, pagaria R$ 150 até a rodoviária.
Inicialmente, foi noticiado que o militar teria vistoriado a bagagem dos passageiros. No entanto, no depoimento, ele negou que tenha feito isso, mencionando apenas ter “apertado” a mala. Sustentou ainda não ter conhecimento da existência da droga e afirmou que a passageira confessou ser a proprietária da bagagem.
Já na audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (12), a Justiça concedeu a liberdade provisória ao militar, ou seja, será solto. A jovem, que assumiu ser dona de todo o entorpecente, teve a prisão preventiva decretada. Ainda foi deferido o requerimento ministerial para autorizar a realização de perícia nos aparelhos celulares apreendidos.
Mineira receberia R$ 3 mil
A mineira negou amizade ou qualquer vínculo anterior com o policial militar. Ela afirmou que uma amiga a teria convidado para ir a Ponta Porã (MS) a passeio. Inclusive, dividiram o quarto de hotel na cidade.
No entanto, em determinado momento, a suposta amiga teria informado que estava com duas malas que continham drogas e precisava de ajuda para levá-las até Belo Horizonte. Isso porque quem estava arcando com todas as despesas da viagem a Mato Grosso do Sul seria o tal dono da mala.
Caso a mineira não aceitasse levar a bagagem, não teria a passagem de retorno para BH paga novamente. Assim, por não ter dinheiro para se manter em MS, aceitou levar a mala com a recompensa de R$ 3 mil.
Desse modo, entrou no aplicativo de carona e teria combinado o horário e o local de encontro com o militar. Afirmou que o motorista, no caso, o policial, não sabia o que ela estava levando e não sabia afirmar se ele vistoriou a mala antes, pois acabou entrando no carro, enquanto ele estava colocando a bagagem no porta-malas.
Em depoimento, ela disse que conversas em seu celular podem comprovar toda a versão apresentada sobre o ocorrido e que ainda teriam trocado os perfis no Instagram durante o trajeto a Campo Grande.
O que diz a PMMS?
Em uma nota oficial emitida na terça-feira (11), a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul se manifestou sobre a prisão; inclusive, informou que o soldado já estava no PME (Presídio Militar Estadual).
“A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informa à sociedade sul-mato-grossense que, em ação de fiscalização do Departamento de Operações de Fronteira em combate aos crimes transfronteiriços, ocorreu a prisão de um policial militar.
A ação firme e imparcial das equipes de fronteira reafirma a premissa de que a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul não tolera desvios de conduta e atua de forma intransigente na fiscalização, preservando a honra dos homens e mulheres que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.
Após as providências necessárias, o envolvido foi imediatamente encaminhado ao Presídio Militar Estadual. Medidas disciplinares estão em andamento para a apuração integral dos fatos e responsabilização do investigado, assegurando o devido processo legal.
Reafirmamos a premissa de que nenhum comportamento individual atinge a honra do efetivo que atua diariamente nas ruas para proteger a população. A PMMS não tolera desvios éticos e segue dedicada à prestação de um serviço transparente e de excelência em todo o Estado.
A sua segurança é o nosso compromisso!”

