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quarta-feira, 12 de agosto, 2026

Câmara de Ivinhema pode suspender concurso por aplicação de provas diferentes

A Promotora de Justiça do Município recomendou a suspensão, que pode ser acatada ou não pela Casa de Leis.

A Câmara Municipal de Ivinhema pode suspender a homologação de concurso público realizado neste ano após serem encontradas irregularidades durante aplicação da prova. A Promotora de Justiça do Município recomendou a suspensão, que pode ser acatada ou não pela Casa de Leis.

Entretanto, candidatos apontaram inconsistência em diferentes etapas do certame. Entre os principais pontos analisados está a prova destinada ao cargo de Analista de Recursos Humanos.

A investigação identificou indícios de diferenciação gráfica nas alternativas correspondentes às respostas corretas da prova de Língua Portuguesa (prova versão A).

A constatação foi verificada tanto em um caderno de provas original encaminhado por uma candidata quanto no arquivo oficial fornecido pela própria banca organizadora durante a investigação.

O procedimento também reuniu relatos sobre possíveis falhas nos protocolos de segurança durante a aplicação das provas, incluindo suposta entrega de materiais sem lacre adequado e questionamentos sobre a conferência da identidade de candidatos.

Para a promotora Lenize Martins Lunardi Pedreira, os fatos exigem esclarecimentos antes que o concurso produza efeitos definitivos. Por isso, recomendou a suspensão até que tudo seja sanado.

Avaliação de títulos

Outro ponto destacado na recomendação envolve a avaliação da prova de títulos. Conforme apurado, alguns cursos de pós-graduação foram considerados incompatíveis com determinados cargos, enquanto títulos de outras áreas teriam sido aceitos em situações semelhantes.

O MPMS também questiona a convocação restrita à apresentação de títulos apenas dos candidatos mais bem colocados na prova objetiva, embora os demais tenham permanecido classificados no cadastro de reserva. A situação pode gerar desequilíbrio na disputa por futuras nomeações.

Como resultado da atuação ministerial, foi recomendado que a Câmara instaure procedimento administrativo para investigar as irregularidades, realize auditoria na prova objetiva, promova revisão da prova de títulos e avalie a necessidade de reabertura dessa etapa para garantir igualdade de oportunidades aos concorrentes.

Fonte: Midiamax