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sexta-feira, 28 de agosto, 2026

Com blindados em MS, megaoperação do Exército dá prejuízo de R$ 66 milhões ao crime

As fiscalizações na faixa de fronteira através da operação seguem até 15 de setembro

A Operação Jaguaretê-Oeste, deflagrada pelo Exército Brasileiro, por meio do CMO (Comando Militar do Oeste), já contabiliza cerca de R$ 66 milhões em prejuízo ao crime organizado. A ação, que começou em junho, reforça a fiscalização na faixa de fronteira não só de Mato Grosso do Sul, mas também do Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, com foco no enfrentamento de crimes transfronteiriços.

Com uma agregação de mais de 600 militares, a atuação em uma extensão de 822 quilômetros de fronteira é realizada de forma integrada com outros órgãos federais e estaduais de segurança pública e fiscalização. Desse modo, são estabelecidos postos de bloqueio, controle e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações.

A atividade conta com meios do Programa Estratégico Forças Blindadas, com o emprego de viaturas blindadas de transporte de pessoal Guarani. Para termos uma ideia, desde o início da operação até o presente momento, já se contabilizam cerca de R$ 66 milhões em prejuízo ao crime organizado com apreensão de diferentes tipos de drogas, armas de fogo, munições, veículos e cigarros contrabandeados.

Fiscalizações em Corumbá

Com as fiscalizações de forma ininterrupta, tanto terrestres quanto fluviais, o Jornal Midiamax, nesta quinta-feira (27), acompanhou de perto parte das fiscalizações no Rio Paraguai e também na BR-262, na região de Corumbá, a 429 km de Campo Grande.

Corumbá está localizado na região do Pantanal sul-mato-grossense e faz fronteira com a Bolívia, à beira do Rio Paraguai. Assim, o município é a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual é separado por fronteira seca.

Luciano Oliveira, morador da região, tirou a manhã para pescar no Rio Paraguai. A embarcação na qual ele estava com um amigo e o piloto foi abordada pelos militares durante a operação.

Para o pescador, fiscalizações como essas são importantes para garantir a segurança e a proteção de quem usa o canal de forma correta. “Estava pescando na região. É importante fazer a segurança da região; a gente se sente mais seguro andando aqui no Pantanal. É bom ter essas fiscalizações sempre”, disse Luciano Oliveira.

A iniciativa, que faz parte do cronograma de cooperação mútua entre a Força Terrestre e os órgãos de segurança pública e fiscalização que atuam na faixa de fronteira, segue até o dia 15 de setembro.

O general pontuou a importância da rodovia não só para o Mato Grosso do Sul, mas também para o Brasil. “É uma via muito importante; ela não somente liga a Bolívia ao estado brasileiro, mas, se nos prolongarmos a partir de Corumbá, liga todo o Brasil a partir dessa entrada na fronteira”, disse o general.

Fonte: Midiamax