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sexta-feira, 28 de agosto, 2026

MS cresce quatro vezes mais que o Brasil e Riedel põe saúde no centro dos desafios para nova etapa

Estado alcançou 500 mil qualificações profissionais e reduziu a extrema pobreza a 1,6%; governador reconhece que atendimento de saúde ainda precisa avançar

Mato Grosso do Sul cresceu quatro vezes mais que o Brasil, alcançou a marca de 500 mil qualificações de trabalhadores, registrou recordes na geração de empregos e reduziu a extrema pobreza a 1,6%, o menor índice de sua história. Os números ajudam a desenhar o cenário de um Estado que avançou economicamente nos últimos quatro anos, mas que ainda convive com desafios importantes, especialmente na saúde, educação e redução das desigualdades.

É justamente a distância entre os grandes indicadores e aquilo que efetivamente chega à vida cotidiana das pessoas que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, coloca no centro de sua avaliação sobre o período.

“Ninguém vive de estatística. Ninguém acorda mais feliz só porque o Estado cresceu”, afirma Riedel. Para ele, o resultado econômico precisa ser percebido na renda, na capacidade de sustentar a família, nas oportunidades de trabalho e na perspectiva de futuro.

A lógica defendida pelo governador é transformar crescimento em uma cadeia de oportunidades: a chegada de empresas amplia a oferta de empregos, novos investimentos movimentam a economia e a qualificação profissional pode permitir ao trabalhador disputar postos melhores e aumentar a renda.

Uma UTI neonatal vista pela experiência de quem precisou dela

É na saúde que essa passagem dos números para a realidade concreta ganha uma de suas faces mais sensíveis.

Em Corumbá, o radialista Chicão de Barros acompanhou o anúncio da UTI neonatal carregando uma experiência pessoal. Seu filho nasceu prematuro e, desde então, ele passou a compreender de outra maneira a importância de uma estrutura especializada para atender recém-nascidos.

Ao falar sobre a implantação da unidade, Chicão voltou à própria história e destacou principalmente aquilo que muda para as famílias de Corumbá e Ladário: crianças que necessitarem de atendimento intensivo poderão ser assistidas na região, sem que a transferência seja a primeira alternativa.

“Quantas vidas essa UTI vai salvar aqui em Corumbá e Ladário?”, questionou o radialista ao recordar o que viveu com o filho.

Apesar dos investimentos realizados, Riedel reconhece que a saúde permanece como o principal desafio da administração estadual.

Segundo o governador, o serviço ainda precisa melhorar muito. A resposta em andamento passa por uma ampla reforma da rede hospitalar e pela adoção de um novo modelo de atendimento.

Outra mudança aparece em tarefas aparentemente simples, mas decisivas para quem depende continuamente da estrutura pública. A dona de casa Stephanie Petrallas relata a experiência com a entrega de medicamentos em casa. “Eles mandam mensagem: remédio em rota. Eles vão entregar para a sua casa”, conta.

São exemplos de uma tentativa de aproximar o serviço de saúde da rotina do cidadão e reduzir dificuldades que, para quem necessita de atendimento permanente, ultrapassam os limites dos hospitais.

Educação avança, mas desempenho dos alunos ainda exige atenção

Na educação, o balanço reúne resultados e problemas ainda em aberto.

A repetência e o abandono escolar caíram, enquanto o Estado investiu mais de R$ 1 bilhão nas escolas. Mato Grosso do Sul também passou a oferecer o maior salário do Brasil para professor concursado.

A próxima etapa, porém, tem desafios definidos: elevar o desempenho dos estudantes e fortalecer o ensino infantil.

A questão educacional se conecta diretamente a outro eixo da estratégia estadual: a formação para o mercado de trabalho. A marca de 500 mil qualificações profissionais é apresentada como uma ponte entre o crescimento econômico e a renda das famílias, especialmente num cenário em que novos investimentos e empresas ampliam a demanda por trabalhadores preparados.

Na avaliação de Riedel, crescimento econômico só ganha significado social quando produz oportunidades concretas. Não basta atrair investimentos; é necessário preparar trabalhadores para ocupar os empregos criados e permitir que essa expansão econômica alcance uma parcela maior da população.

Extrema pobreza cai a 1,6%, e políticas sociais chegam à mesa das famílias

A redução da extrema pobreza para 1,6% representa outro dos indicadores centrais do período. O percentual é apontado como o menor já registrado no Estado.

Por trás da estatística estão famílias cuja preocupação mais imediata continua sendo garantir as necessidades básicas.

Em Porto Murtinho, a dona de casa Mirim Rodrigues traduz o efeito do Mais Social a partir da realidade dentro de casa.

“Com o Mais Social não tem aquela preocupação de faltar para as crianças. Graças a Deus, não tem faltado”, relata.

O desafio assumido pelo governo é continuar reduzindo a quantidade de famílias submetidas às situações mais severas de vulnerabilidade, mantendo políticas de apoio a quem permanece em dificuldade mesmo em um ambiente de crescimento econômico.

Na segurança pública, a diretriz apresentada combina mais investimentos, inteligência e presença policial nas ruas para dar continuidade ao enfrentamento da criminalidade.

Do setor produtivo ao governo

A trajetória de Riedel ajuda a explicar a ênfase que ele atribui à relação entre Estado, investimento e atividade econômica.

Parte de sua vida foi passada no campo, na fazenda do avô, Tatão. Antes de ingressar no governo, Riedel comandou o Sindicato Rural, a Famasul e o Sebrae e atuou como diretor da CNA, experiências ligadas diretamente ao setor produtivo.

Ele lembra de ter convivido de perto com as dificuldades enfrentadas por quem produz e, durante esse período, formado uma visão crítica de situações nas quais a máquina pública mais dificultava do que ajudava.

A entrada no governo não estava originalmente em seus planos. Mas Riedel afirma que encontrou na gestão pública a possibilidade de utilizar ferramentas administrativas para produzir serviços e resultados para a população.

Em 2022, chegou ao governo estadual.

Quatro anos depois, sua candidatura à reeleição parte de um conjunto de indicadores positivos, mas também do reconhecimento de que crescimento econômico, sozinho, não resolve os problemas da população.

A equação colocada para uma eventual nova etapa de governo é transformar com maior intensidade o avanço econômico em mudança percebida na vida cotidiana: emprego, renda, qualificação, escola, atendimento de saúde mais próximo, proteção social e condições para que as famílias possam construir perspectivas melhores.

É nesse ponto que os grandes números deixam de ser apenas indicadores econômicos. O desafio dos próximos anos será fazer com que os resultados alcançados pelo Estado sejam progressivamente reconhecidos não apenas nas estatísticas, mas também dentro das casas dos sul-mato-grossenses.

 Fonte: Imprensa | Eduardo Riedel