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quinta-feira, 3 de setembro, 2026

Brasil e EUA retomam diálogo comercial após ligação entre Lula e Trump

Ministros brasileiros e representantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) devem se reunir na próxima semana para reiniciar as negociações comerciais entre os dois países. A confirmação da retomada do diálogo veio após um contato telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump, ocorrido nesta sexta-feira (21).

A data exata da reunião ainda será definida pelas equipes dos governos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou o contato recebido do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que sinalizou a intenção de retomar as tratativas.

A conversa entre Lula e Trump, que durou cerca de uma hora e vinte minutos, foi descrita como cordial. Durante o diálogo, o presidente brasileiro defendeu a reabertura das negociações comerciais e contestou as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Entre os argumentos citados pelos EUA estavam questões como desmatamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e importações relacionadas a trabalho forçado.

Lula argumentou que as tarifas são prejudiciais para ambas as nações e enfatizou o diálogo como o caminho para manter a relação comercial. Trump, por sua vez, concordou com a importância de manter os laços comerciais e indicou a disposição para o retorno do contato entre as delegações dos dois governos.

A expectativa é que a reunião envolva o ministro Márcio Elias Rosa, membros do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do USTR. Em nota conjunta, MDIC e MRE expressaram otimismo, considerando a sinalização dos presidentes como uma nova oportunidade para encontrar uma solução negociada para o impasse comercial.

Além das questões comerciais, os presidentes discutiram segurança e a cooperação no combate ao crime organizado. Lula defendeu uma atuação conjunta e apresentou ações brasileiras, como a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, que resultaram na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Trump demonstrou interesse em ampliar essa cooperação.

Os líderes também abordaram os conflitos internacionais na Ucrânia e no Oriente Médio, ambos defendendo a busca por soluções negociadas. Lula criticou a inércia do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu uma reunião extraordinária para debater alternativas diplomáticas. Trump compartilhou as perspectivas dos EUA sobre o conflito com o Irã. Lula concluiu enfatizando que