A Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciou um procedimento para apurar se houve interferência externa na produção de um relatório da Polícia Federal. O documento em questão trata de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Humberto Martins, que recentemente assumiu a presidência do TSE.
A investigação, solicitada pelo subprocurador-geral Carlos Gonet, visa esclarecer as circunstâncias que levaram à elaboração do relatório e determinar se houve pressões ou influências indevidas de terceiros no processo. O objetivo é garantir a integridade e a imparcialidade das investigações conduzidas pela PF.
O relatório da Polícia Federal havia revelado a existência de mensagens entre Moraes e o então corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, e o ministro do TSE, Sérgio Banhos, sobre um caso envolvendo o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Gustavo Maior, e o ministro Humberto Martins. A apuração da PGR busca determinar se a condução do caso pela PF seguiu todos os protocolos legais e éticos.

