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terça-feira, 8 de setembro, 2026

Caso Copacabana: 13 indiciados pela morte brutal de ciclista confundido com ladrão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, ciclista que foi espancado até a morte em Copacabana. Treze pessoas foram indiciadas no caso, que chocou pela brutalidade e pela confusão que levou à agressão fatal.

Cinco dos indiciados responderão por homicídio triplamente qualificado. Deste grupo, quatro já estão detidos, enquanto um permanece foragido. Entre os envolvidos, estão seguranças que atuavam informalmente na região, entregadores de aplicativo e comerciantes locais.

De acordo com a investigação, Cláudio Rafael foi vítima de uma agressão covarde na madrugada de 11 para 12 de agosto. Ele teria sido confundido com um ladrão de bicicleta, quando, na verdade, o veículo pertencia à sua irmã. A polícia aponta que a vítima, que possuía problemas psiquiátricos, não teve chance de se defender das agressões.

O delegado Angelo José Lages Machado, responsável pela 12ª DP de Copacabana, afirmou que não há qualquer indício de que Cláudio tivesse furtado a bicicleta. “Em vez de acionarem a autoridade pública, os envolvidos optaram por julgar e submeter Cláudio a sentença de sucessivas agressões, que causaram a morte”, declarou o delegado.

As imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a reconstituição dos fatos. A investigação revelou que Cláudio foi cercado por seguranças e agredido por aproximadamente nove minutos, sofrendo socos, chutes e golpes com um objeto de madeira. Após a brutalidade, a vítima permaneceu no chão por mais de 30 minutos antes de receber socorro, vindo a falecer em decorrência de traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

Os cinco indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima) são: Davi dos Santos Machado (segurança), Jorge Luiz Ricardo Dias (segurança), Felipe Eduardo dos Santos Dias (entregador), Ailton José da Silva (entregador) e Wellington Luiz Santos de Souza. Este último, que desferiu um chute na cabeça da vítima indefesa, segue foragido. Os demais, incluindo os seguranças e entregadores, estão presos.

A investigação também apontou para a existência de um sistema de segurança privada informal e financiado privadamente na região. Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua, e quatro comerciantes foram acusados de financiar essa atividade através de pagamentos informais. Uma mulher que entregou o bastão de madeira utilizado na agressão foi indiciada por lesão corporal, e um homem que presenciou as agressões e não acionou as autoridades foi indiciado por omissão de socorro.