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sábado, 12 de setembro, 2026

Candidatos em SP são convocados a apoiar a agroecologia e combater agrotóxicos

Diversas organizações da sociedade civil, incluindo a Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e o Coletivo Banquetaço, lançaram uma iniciativa para engajar candidatos nas eleições deste ano. Uma carta de compromissos foi elaborada, buscando a assinatura de postulantes aos cargos executivo e legislativo no estado de São Paulo.

A ação faz parte da “Campanha Agroecologia nas Eleições em SP”, que tem como objetivo promover a agroecologia e fortalecer a democracia como ferramentas essenciais para combater a fome, a escassez hídrica e a degradação ambiental. Mais de vinte entidades se uniram a esta causa, entre elas a Associação Brasileira de Reforma Agrária, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP.

Entre as principais reivindicações, destaca-se a necessidade de oferecer incentivo técnico, econômico e administrativo para agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. A proposta visa democratizar o acesso à terra e aos recursos indispensáveis para a produção de alimentos saudáveis.

Outro ponto crucial é a expansão da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP) em todo o território paulista. A carta sugere a criação e o fomento de hortas urbanas comunitárias, que integram o cultivo agroecológico com a compostagem de resíduos orgânicos, inclusive em instituições públicas como escolas.

No que diz respeito ao uso de agrotóxicos, o documento propõe o fim da pulverização aérea no estado, com a proibição imediata em áreas próximas a escolas, mananciais e comunidades. A exigência se estende à implementação de laboratórios públicos estaduais capazes de monitorar a presença de resíduos de agrotóxicos em água e alimentos, além de promover um amplo debate público sobre os impactos negativos dessas substâncias.

Núcleos de estudo universitários dedicados à agroecologia também manifestaram apoio ao documento. As instituições incluem a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque.