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segunda-feira, 5 de outubro, 2026

Eleições 2022: Renan Santos descarta apoio no 2º turno; PSD de Caiado libera diretórios estaduais

O candidato Renan Santos (Missão), que obteve a terceira colocação nas eleições presidenciais deste domingo (04), anunciou que não oferecerá apoio a nenhum dos concorrentes que disputarão o segundo turno.

Em contrapartida, o Partido Social Democrático (PSD), sigla do quarto colocado Ronald Caiado, comunicou a decisão de liberar suas bases estaduais para que definam, de forma autônoma, qual candidato apoiarão no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A escolha será entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Renan Santos e Ronald Caiado somaram juntos 5,2 milhões de votos. Renan obteve 2,67 milhões de votos (2,24% dos válidos), enquanto Caiado conquistou 2,60 milhões (2,18%). A soma dos votos destes candidatos é superior à diferença de 2,22 milhões de votos entre Lula (45,16%) e Flávio Bolsonaro (47,03%), os finalistas da disputa.

Em uma transmissão ao vivo após a divulgação dos resultados, Renan Santos comentou sua performance e o cenário eleitoral. Ele declarou que Flávio Bolsonaro “já ganhou” e orientou seus eleitores a votarem conforme sua consciência. “Façam o que quiserem. Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma, façam o que vocês quiserem aí”, afirmou.

Ronaldo Caiado, por sua vez, declarou à imprensa que, apesar de não ter vencido a eleição, sentiu que saiu da disputa de forma digna. Ele ressaltou a importância de manter a coerência, mas também aguardar uma reunião com o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, antes de tomar uma posição formal. “Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, disse Caiado.

Em nota oficial, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, confirmou a liberação dos diretórios estaduais. A decisão leva em conta a diversidade de cenários políticos regionais, onde as instâncias locais do partido já tiveram autonomia para formar alianças. “Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, explicou Kassab.