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quarta-feira, 7 de outubro, 2026

Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar jornada de trabalho com dois dias de folga

Em um discurso direcionado a parlamentares do PT, o candidato à reeleição em 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou um desafio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL): que o parlamentar apoie a proposta de redução da jornada de trabalho para o modelo 6×1, garantindo dois dias de folga semanal sem a correspondente diminuição salarial. Lula declarou que acompanhará de perto a posição de seu adversário sobre o tema.

O presidente do PT fez o convite ao senador em meio a debates sobre a carga horária de trabalho. Lula expressou seu desejo de ver o posicionamento de Flávio Bolsonaro, incentivando-o a votar favoravelmente à proposta e a pedir o mesmo apoio do PL. Essa manifestação surge em contraponto às declarações anteriores de Flávio Bolsonaro, que tem defendido a liberdade do trabalhador para escolher sua própria carga horária.

Em entrevista recente, Flávio Bolsonaro afirmou que a proposta de seu grupo político é permitir que o trabalhador defina sua jornada de acordo com suas possibilidades e necessidades. Ele argumentou que quem desejar trabalhar mais terá essa opção, enquanto quem preferir dedicar tempo a outras áreas da vida também terá esse direito.

Em contrapartida, Lula criticou essa visão, considerando que tal negociação não traria benefícios reais aos trabalhadores. Ele alertou contra acordos que possam ser desvantajosos e reiterou a importância de reduzir a jornada para cinco dias de trabalho, assegurando dois dias de descanso.

O encontro também serviu para que Lula abordasse a urgência da aprovação da PEC da Segurança Pública. Ele destacou a proposta como uma iniciativa central do governo para aprimorar a colaboração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Lula argumentou que a experiência das últimas décadas demonstrou que os estados, atuando isoladamente, não conseguiram suprir integralmente as demandas de segurança pública estabelecidas pela Constituição de 1988.

Para fortalecer a atuação federal, o presidente mencionou a importância do papel da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal. Adicionalmente, ele revelou que o governo planeja converter 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima, visando enfraquecer o poder das facções criminosas. A criação de um Ministério da Segurança Pública, após a aprovação da PEC, também figura entre as prioridades da gestão.

Em resumo, Lula delineou a abordagem de sua campanha para a segurança pública com o lema: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.