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sábado, 10 de outubro, 2026

Lula foca em investimentos no Nordeste em comício; Flávio Bolsonaro participa de moto-carreata no Rio

Neste sábado (10), os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizaram agendas públicas em Natal (RN) e no Rio de Janeiro (RJ), respectivamente. Em Natal, Lula participou de um comício onde contrastou investimentos em governos de esquerda e de direita na região Nordeste.

“Vocês sabem o que era o Nordeste antes do PT ganhar a Presidência. E vocês sabem o que virou depois que ganhamos”, declarou o candidato à reeleição, ao lado de autoridades locais e governadores eleitos de estados nordestinos. Lula também mencionou o programa “Pé de Meia”, que visava evitar a evasão escolar do ensino médio, e criticou a elite brasileira por, segundo ele, não priorizar a educação.

O petista questionou os cortes orçamentários propostos pela campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente um “tesouraço” de R$ 250 bilhões. Lula afirmou que “eles sempre cortam dos pobres” e não dos “ricos, dos banqueiros, dos empresários, do sistema financeiro, dos fazendeiros”.

Abordando a guerra no Oriente Médio, Lula destacou os prejuízos globais e como o Brasil tem mitigado o impacto da alta do petróleo nos preços internos, utilizando receitas de exportação da Petrobras para subsidiar combustíveis e alimentos básicos.

No Rio de Janeiro, especificamente em São Gonçalo, Flávio Bolsonaro liderou uma grande moto-carreata, prometendo “levar mais tecnologia, emprego e desenvolvimento a toda população fluminense”. Ele expressou gratidão aos apoiadores e reafirmou seu compromisso com a mudança do país.

Flávio Bolsonaro também declarou o desejo de receber a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro, e participou de uma agenda com mulheres na Zona Oeste do Rio, enfatizando a importância da inclusão e do cuidado com mães atípicas em seu eventual governo. Ele prometeu que a inclusão seria uma pauta transversal em todas as áreas ministeriais.

A campanha de Flávio tem sido questionada sobre políticas para mulheres e inclusão, em comparação com o governo de seu pai, onde o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos foi unificado e outros ministérios foram extintos. Um decreto sobre políticas para pessoas com deficiência (10.502/2020), publicado durante o governo Bolsonaro, chegou a ser suspenso pelo STF por preocupações com a inclusão escolar.