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segunda-feira, 12 de outubro, 2026

Alckmin defende Justiça Eleitoral isenta e guardiã da liberdade de expressão

Em Aparecida (SP), o vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, manifestou nesta segunda-feira (12) sua defesa por uma Justiça Eleitoral imparcial, que atue como protetora da liberdade de expressão no país. A declaração surgiu após ser questionado sobre a percepção de parcialidade na atuação da justiça eleitoral.

O contexto da fala de Alckmin envolveu decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No domingo (11), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia ordenado a remoção de um canal no WhatsApp identificado como “Exército do Lula”, atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro, que alegava a disseminação de notícias falsas. Contudo, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que determinou a reativação do canal.

Uma equipe técnica do TSE, em relatório divulgado nesta segunda-feira (12), indicou não ter encontrado conteúdo falso no referido canal, que foi criado no WhatsApp para divulgar material de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”, afirmou Alckmin em entrevista coletiva, após participar de uma missa solene em louvor a Nossa Senhora Aparecida, no santuário nacional.

Alckmin também comentou a polêmica sobre a possibilidade de Nossa Senhora Aparecida perder o título de padroeira do Brasil. Rumores indicavam que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado objeções ao título. O candidato do PL, por sua vez, negou qualquer intenção de remover o título da santa.

“O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, disse Alckmin.

O vice-presidente ressaltou ainda a importância da liberdade religiosa, mencionando a lei sancionada pelo presidente Lula em 2003. “O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, concluiu.