O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo que circulou nas redes sociais, alegando falsamente que imagens de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrido na Avenida Paulista, em São Paulo, no último domingo (11), estariam associadas ao uso de drogas.
A decisão, proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, atende a um pedido da campanha de Lula, que apontou que o vídeo em questão, onde uma mulher aparece cheirando um pó branco, na verdade é uma gravação antiga feita no Chile e não possui qualquer vínculo com o evento em São Paulo.
O conteúdo falso foi divulgado em perfis associados a adversários políticos de Lula, incluindo Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, o influenciador Pablo Marçal e o deputado Rony Gabriel. O ministro Bellizze estabeleceu um prazo de 24 horas para que as publicações sejam apagadas das plataformas.
Segundo o TSE, a divulgação do vídeo tem o potencial de induzir o eleitor ao erro. Além disso, a Meta, empresa proprietária do Facebook e Instagram, foi notificada a remover o material de um perfil específico, caso este não o faça voluntariamente. O tribunal também solicitou informações sobre o responsável pela página que disseminou o conteúdo.
A campanha de Lula havia solicitado a aplicação de multa, mas o pedido foi parcialmente atendido, focando apenas na remoção do conteúdo enganoso. O caso ainda será submetido à análise do plenário do TSE.

