A construção da Casa da Mulher Brasileira em Ponta Porã terá uma nova etapa na sexta-feira (30), com a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Eduardo Campos. Anunciado anteriormente, o projeto prevê reunir serviços de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Solenidade será às 10h, no terreno onde a unidade será construída, na Rua Baltazar Saldanha, no Jardim Ipanema, em frente ao Ginásio Poliesportivo Pepe Portela. A ordem de serviço marca a passagem para a etapa de execução da obra.
Segundo a administração municipal, o terreno foi escolhido pela proximidade com a Delegacia de Polícia, o Fórum e o Ministério Público. A intenção é facilitar o acesso das mulheres aos serviços e a articulação entre as instituições.
O modelo da Casa da Mulher Brasileira reúne acolhimento e triagem, acompanhamento psicossocial e serviços especializados da Delegacia da Mulher, da Justiça, do Ministério Público e da Defensoria Pública.
Conforme o Ministério das Mulheres, a estrutura também pode oferecer abrigo provisório para situações de risco iminente, brinquedoteca para os filhos durante o atendimento e ações de orientação profissional e autonomia econômica. Os serviços previstos especificamente para Ponta Porã não foram detalhados no material divulgado.
Mato Grosso do Sul recebeu a primeira Casa da Mulher Brasileira do País, inaugurada em Campo Grande em 2015. Houve formalização de cooperação técnica entre União e governo estadual para implantação de unidades em Corumbá e Dourados.
Também na sexta-feira, às 14h, o auditório da Prefeitura receberá uma reunião do Grupo Binacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O encontro terá a presença da ex-ministra das Mulheres Cida Gonçalves.
Segundo a secretária municipal de Cidadania e Inclusão Social, Dilma da Silva, a pauta inclui a implantação da Casa da Mulher Brasileira e o início das discussões para elaborar um protocolo de atendimento.
A proposta é organizar os procedimentos de acolhimento e encaminhamento e ampliar a cooperação entre as instituições brasileiras e paraguaias que atendem mulheres em situação de violência na região de fronteira.
Campograndenews

