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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Com 45 furtos por dia na Capital, ônibus superlotados se tornam prato cheio

Nas últimas horas cinco mulheres foram alvos de ladrões em coletivos

05/12/2018 09h50 – correiodoestado

Usar o transporte público tem sido um calvário para o campo-grandense. Não bastasse a precariedade do serviço e as tarifas a quase R$ 4, a população ainda tem que lidar com a criminalidade. Nas últimas horas, pelo menos cinco mulheres relataram furto de celulares, dinheiro, carteira e documentos pessoais dentro dos coletivos. Os criminosos se aproveitam da superlotação para se esconder das câmeras de vigilância, abrir as bolsas das vítimas e retirar os objetos de valor sem que elas percebam. A média de furtos em geral chega a 45 por dia na Capital.

A série de casos começa justamente na mesma semana em que a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lançou a Operação Boas Festas, para aumentar a segurança no centro e áreas de grande concentração de comércio em bairros de Campo Grande. Só na Capital a Polícia Militar tem reforço de mil servidores, incluindo do setor administrativo. A Polícia Civil disponibilizou mais 300 policiais e o Corpo de Bombeiros 200 militares a mais para resgate.

Com mais policiais nas ruas, os frequentes roubos em ponto de ônibus (que já resultaram até mesmo em mortes – latrocínio) parecem ter saído de cena porque os ladrões estão optando por métodos mais discretos. Ontem pela manhã, uma jovem de 18 anos, aluna da Escola Estadual Riachuelo, teve o celular furtado de dentro da mochila. Ela conta que pegou o transporte público e só notou o sumiço do aparelho quando já estava em sala de aula e disse não ter percebido a ação.

À tarde, uma mulher de 55 anos, disse que aguardava em um ponto de ônibus na Avenida Coronel Antonino, no bairro Coronel Antonino, e por volta das 14h30 embarcou. Alguns instantes depois, já no veículo, notou que sua bolsa estava aberta e que a carteira com documentos e dinheiro havia sido levada. Ela não soube precisar se o furto ocorreu no ponto ou já no transporte, mas denunciou o caso à Polícia Civil e solicitou imagens de câmeras de segurança do ônibus.

Entre às 15 horas e 16h30, uma mulher de 51 anos foi vítima de outro caso semelhante no centro da Capital. Ela relata que transitava a pé pela Rua 14 de Julho e percebeu que a bolsa estava aberta. Ela pegou condução e quando chegou ao terminal General Osório, viu que a carteira havia desaparecido. A vítima alegou que havia fechado o zíper e que não percebeu o momento da ação. Ela levou o caso ao conhecimento da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro.

Uma mulher de 52 anos, moradora no São Conrado, informou que foi alvo de ação criminosa por volta das 13 horas. Ela embarcou em um coletivo com destino ao centro da cidade, com a bolsa presa junto ao corpo. Ao desembarcar, notou que o objeto estava aberto e que vários de seus pertences haviam sido furtados. No trajeto do terminal Morenão ao terminal Guaicurus, outra mulher, de 50 anos, teve a bolsa aberta e o celular com documentos pessoais levados.

FURTO

De acordo com estatísticas da Sejusp, de primeiro de janeiro até o dia de hoje, foram registrados 15.561 casos de furto somente em Campo Grande, o que leva a uma média de 45 casos por dia. Em todo o estado, no mesmo período, foram 35.957. Durante o lançamento do policiamento de fim de ano na última segunda-feira, o coronel Waldir Ribeiro Acosta, comandante-geral da PM, deu algumas recomendações como andar com a bolsa sempre à frente do corpo, com carteiras e celulares no bolso da frente e sempre observando a aproximação de suspeitos.

Criminosos têm furtado bolsas de mulheres. - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado