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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Foto mostra João de Deus ao ser registrado do sistema penitenciário após ser preso suspeito de abusos sexuais

Ele está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, e nega os crimes. Médium passa o dia em uma cela com quatro detentos, mas dorme isolado.

30/12/2018 07h50 – G1

Uma foto mostra o médium João de Deus ao ser registrado no sistema penitenciário após ser preso suspeito de abusos sexuais. Ele está no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, e nega os crimes. Preso há 13 dias, ele passa o dia em uma cela com quatro detentos e dorme em outra, isolado.

João de Deus não tem alimentação especial. Assim como os demais presos, a refeição é composta de arroz, feijão, carne, salada e sobremesa, sendo um doce ou uma fruta. Ele recebe os medicamentos necessários para os problemas cardíacos que tem.

A imagem foi feita no dia 16 de dezembro, quando deu entrada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele fica em uma cela de 16m² com quatro detentos durante o dia. O local tem banheiro, chuveiro e camas. À noite, ele passa para outra cela, com 2,5m x 3m, só com cama e um armário.

O Ministério Público denunciou o médium pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude na sexta-feira (28). O órgão ainda pretende oferecer novas denúncias contra João de Deus após receber o depoimento de mais de 100 mulheres.

“Há agendamentos a semana que vem e início de janeiro de novas vítimas para prestar depoimentos e, ao mesmo tempo, nós trabalhamos com aqueles casos que já recepcionamos os depoimentos. Em alguns casos muito maduros a intenção é já passar para uma fase de elaboração de denúncias”, disse a promotora Gabriella de Queiroz Clementino.

Denúncia

A primeira denúncia contra o médium foi entregue no Fórum de Abadiânia e contém o relato de 19 mulheres que dizem ter sido abusadas pelo médium. Destas, 12 procuraram o Ministério Público e sete, a Polícia Civil. Algumas são de outros estados, mas não foi divulgado de quais.

  • Quatro casos, todos entre abril e outubro de 2018, compõem a denúncia; dois por violação sexual e dois por estupro de vulnerável;

  • Dez casos prescreveram ou decaíram. Eles aconteceram nos anos de 1975, 1987, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 (2 casos), 2015 e 2018;

  • Outros cinco casos ainda precisam de mais diligências e investigações para serem concluídos.

Foto de João de Deus no registro do sistema penitenciário — Foto: Reprodução/TV Anhanguera