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Você fica muito doente? Especialista conta como cuidar da sua imunidade

16/05/2014 14h20

Baixa imunidade pode estar ligada ao estresse da vida moderna

Daquidali

Ficar doente muitas vezes seguidas pode ser um sinal de que algo está errado. Seja por maus hábitos ou genética, problemas de baixa imunidade podem ser responsáveis por infecções de repetição, entretanto, independente da causa, existe solução. Wilma Carvalho Neves Forte, professora titular de imunologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, conta que evitar estresse e manter uma alimentação equilibrada é um bom caminho.

De onde vem

“Em primeiro lugar, existem as imunodeficiências primárias, quase todas herdadas. Então o indivíduo já nasce com uma baixa imunidade”, conta a médica. De acordo com ela, essas imunodeficiências podem aparecer em crianças, mas também podem se manifestar apenas na fase adulta. “Geralmente começa com muitas pneumonias e, para não confundir com HIV, tem que fazer exames imunológicos”, explica.

Ainda por questões biológicas, podem aparecer as imunodeficiências adquiridas. “Essas são por algum microorganismo ou vírus que atacam diretamente a imunidade, o mais grave é o HIV. Há ainda pessoas que perdem anticorpos pela urina e pelas fezes, como nas nefropatias”, diz Wilma. “Crianças que sofrem de desnutrição também têm muita infecção e isso aumenta a mortalidade infantil”, complementa.

Atenção com os hábitos!

Além dessas deficiências, a doutora Wilma destaca que algumas práticas do dia a dia podem refletir no sistema imunológico. “Um estresse crônico, por várias razões, leva à baixa imunidade. Pouco sono e má alimentação também, por exemplo, aquela pessoa que corre e não almoça direito acaba tendo mais infecções”, explica. Para fugir do problema, ela conta que o ideal é uma alimentação equilibrada com os nutrientes indicados para cada idade.

Nesse caso, como o tratamento engloba hábitos diários e a rotina, não é tão complicado. No caso do estresse crônico, procurar um especialista para ajudar é uma boa ideia, segundo a médica. Além disso, manter uma alimentação equilibrada é essencial. “Crianças de baixa idade e idosos, principalmente mulheres, precisam de vitamina D, mas com acompanhamento médico”, destaca. “Evitar automedicação também é bom, pois dependendo do medicamento, o sistema imunológico pode sofrer consequências negativas. E somente um profissional pode indicar aqueles que não terão efeitos colaterais ou, se terão, os mínimos possíveis”, finaliza.

Beatriz Coppi

Alliance/ iStock