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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Paraguai já prendeu 15 por planos de resgatar líderes do PCC em presídio

Investigação aponta uso de celulares pela facção em Brasília

19/02/2019 08h29 – Por: Tião Prado

A polícia paraguaia revelou nesta segunda-feira (18) que 15 pessoas, sendo uma delas uma mulher, já foram presas desde o último dia 7 acusados de participarem e organizarem planos de resgate de integrantes do Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que controla o tráfico de armas e drogas na fronteira com Mato Grosso do Sul, presos na penitenciária de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã.

Telefonemas grampeados de lideranças da quadrilha apontam que as ordens para a ação vieram do Presídio Federal de Brasília (DF), onde está detido Sérgio Arruda Quintiliano Neto, 33 anos, conhecido como ‘Minotauro’, principal chefe do PCC na região.

A penitenciária, de responsabilidade da Polícia Federal, é onde se supõe que esteja agora também Marcos Willians Herbas Camacho, 51, o ‘Marcola’, maior líder da facção e transferido pelo Governo de São Paulo do Presídio de Segurança Máxima Estadual de Presidente Venceslau para uma unidade federal com o mesmo status no último dia 13. O local exato, entretanto, é mantido em sigilo pela gestão Jair Bolsonaro (PSL).

O Correio do Estado revelou em 31 de janeiro que a cúpula da segurança pública de São Paulo, onde nasceu o PCC, temia justamente que retaliações, como ataques e tentativas de resgate de Marcola, viessem de integrantes do PCC sediados no Paraguai.

À reportagem íntegrantes da cúpula da segurança paulista falam que a ameaça de ataques em série por todo o Brasil, incluindo MS, no chamado ‘salve geral’ da facção a seus integrantes, só não aconteceu até o momento pela dificuldade em comunicação por parte dos detentos, que desde a transferência de Marcola estão com visitas e banhos de sol restritos no sistema carcerário paulista.

“Pelo jeito está mais fácil falar com o Paraguai do que com o interior”, brincou um policial militar do Serviço Reservado da Rota, tropa de elite da PM paulista, que permanece nas cidades que fazem divisa com MS em posição de alerta contra movimentações supeitas.

Para evitar comunicação dos outros 20 líderes do PCC enviados por São Paulo para o sistema federal, o Governo Federal utilizou o Exército, que desde a transferência faz operações diariamente nas unidades de Roraima e Rio Grande do Norte, dando indícios de

À reportagem íntegrantes da cúpula da segurança paulista falam que a ameaça de ataques em série por todo o Brasil, incluindo MS, no chamado ‘salve geral’ da facção a seus integrantes, só não aconteceu até o momento pela dificuldade em comunicação por parte dos detentos, que desde a transferência de Marcola estão com visitas e banhos de sol restritos no sistema carcerário paulista.

“Pelo jeito está mais fácil falar com o Paraguai do que com o interior”, brincou um policial militar do Serviço Reservado da Rota, tropa de elite da PM paulista, que permanece nas cidades que fazem divisa com MS em posição de alerta contra movimentações supeitas.

Para evitar comunicação dos outros 20 líderes do PCC enviados por São Paulo para o sistema federal, o Governo Federal utilizou o Exército, que desde a transferência faz operações diariamente nas unidades de Roraima e Rio Grande do Norte, dando indícios de

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