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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Mulher teria sido morta esfaqueada por marido por não seguir preceitos evangélicos

Joice foi morta com oito facadas no pescoço

27/02/2019 12h50 – Midiamax

Divergências de ideologia teriam levado a várias brigas e a morte de Joice dos Santos Sampaio Magalhães, em maio de 2018, no Jardim Itamaracá, segundo o acusado e marido da vítima Douglas Almeida Sales da Silva.

A afirmação foi feita na manhã desta quarta-feira (27) durante seu julgamento, em Campo Grande. O réu contou que a mulher tinha posturas inadequadas e de indecência, já que não seguia sua religião – a evangélica.

Douglas disse que tinha preceitos militares por causa de seu pai e a religião seria devido a seu avô ser pastor. Durante seu depoimento, ele ainda chegou a dizer que a esposa era adúltera e se prostituía, mas ao ser indagado pelo juiz se tinha provas ele não respondeu.

Joice tinha medidas protetivas contra Douglas depois de ser agredida por ele, mas após um tempo o casal voltou a se relacionar. No dia do crime, eles teriam tido uma discussão banal, já que a vítima teria achado que o marido a estava ‘cuidando’ por ciúmes de um vizinho deles.

Ela foi agredida com socos no rosto e na cabeça e depois esfaqueada oito vezes no pescoço e rosto, por Douglas que está preso no Presídio de Segurança Máxima da Capital desde o dia do crime, em maio de 2018.

Relembre o caso

No dia do crime, 13 de maio de 2018, uma vizinha contou à polícia que, por volta das 13 horas, o homem bateu em sua porta e pediu para que ela salvasse a bebê. Em seguida, ele caiu desacordado. “Eu estava em casa assistindo televisão, ele bateu na minha porta todo ensanguentado e pediu para que eu pegasse a criança”, disse.

Na casa, a vizinha encontrou a filha do casal engatinhando próximo à porta de saída. No chão, policiais encontraram uma faca de aproximadamente 20 centímetros com marcas de sangue. A gaveta do armário da cozinha onde facas eram guardadas também estava aberta. A suspeita é de que, durante uma briga, marido e mulher tenham se agredido.

Vizinhos disseram que os jovens moravam no local desde o fim do ano de 2017 e que nunca ouviram brigas entre eles.

Foto da internet