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domingo, 18 de outubro, 2026

Rotary mobiliza fronteira na prevenção ao glaucoma

02/06/2014 15h30

Campanha promovida pelo Rotary Clube Fronteira auxilia na prevenção ao glaucoma, uma doença que não cura e, por isso, pode causar a cegueira.

Divulgação – Dora Nunes

O glaucoma é a uma doença silenciosa. E não tem cura. A pessoa não sente os sintomas e, muitas vezes, quando vai fazer um exame, descobre tarde demais que está com a doença e, nestes casos, o tratamento não impede a cegueira. “É triste falar para uma pessoa que não tem mais jeito. Ela vai ficar cega porque não descobriu, lá atrás, o problema”, informa o médico oftalmologista James Leitun.

Segundo ele, campanhas de prevenção, como a desenvolvida pelo Rotary Clube Fronteira, ajudam a esclarecer o problema, contribuindo para que a população fique alerta. Os médicos recomendam que as pessoas a partir dos 40 anos, precisa aferir a pressão dos olhos. O exame, feito num equipamento chamado auto tonômetro, é rápido.

Na campanha desenvolvida no fim de semana na Escola Estadual Fernando Saldanha, Dr. James levou a equipe do Centro Oftalmológico Ponta Porã e dois equipamentos, além de diversos kits com colírios, remédios utilizados no tratamento do glaucoma. Tudo foi feito gratuitamente para a população. As pessoas que apresentaram sinais da doença receberam o primeiro tratamento _ aplicação do colírio _ e receberam a orientação e encaminhamento para o tratamento adequado feito no Centro Regional de Especialidades Dr. João Kayatt.

“É importante descobrir cedo a existência do glaucoma. A doença não tem cura, mas o tratamento adequada evita a cegueira. Ela é uma doença assintomática, ou seja, não apresenta sintomas. O único jeito de descobrir é fazer o exame da pressão dos olhos. Por isso, todas as pessoas, a partir dos 40 anos devem fazer o exame periodicamente. Campanhas como esta, do Rotary Clube, são fundamentais para controlar a doença”, declarou o médico.

Segundo ele, pelo menos 10% das pessoas que fazem exames em campanhas coletivas, são diagnosticadas com sinais da doença. Na campanha, a pessoa que asentava alteração na pressão ocular no primeiro exame, era encaminhada para uma nova avaliação, no outro equipamento. Confirmado o caso, era atendida, ali mesmo, pelo Dr. James.

Dona Menegilda Ribas Jara, 42 anos, moradora no bairro São Rafael, do outro lado da cidade, saiu cedo de casa, enfrentou o frio e a chuva fina, para fazer o exame. Detectado o problema, ela recebeu o primeiro tratamento com o Dr. James Leitun. Foi para casa com um colírio especial recebido gratuitamente e o encaminhamento para que faça o tratamento adequado no Centro Regional de Especialidades Dr. João Kayatt.

Seu Raimundo Santos, 64 anos, também foi diagnosticado com o problema. Agora, disse que vai fazer o tratamento especializado porque ainda não se aposentou e precisa enxergar bem par continuar trabalhando e garantindo o sustento da família.

Todos elogiaram o trabalho do Rotary Fronteira: “fiquei sabendo pelo rádio que tinha o exame. É muito bom a gente receber este tipo de atenção”, afirmou dona Menegilda. Seu Sinforiano, um ferroviário aposentado que mora nas proximidades da escola, fez o teste do glaucoma, bem como o controle da pressão arterial, dos níveis de glicose no sangue e tomou vacinas. Segundo ele, “o pessoal que veio trabalhar hoje aqui está de parabéns, pois a gente precisa muito de atendimento na saúde”, afirmou.

Foto: Divulgação