O que tem preocupado especialistas em segurança, é que os contrabandistas estão trazendo armas potentes de diferentes países e com poder de fogo cada vez maior.
23/05/2019 06h50 – G1 MS
Armas e munições chegam ao Paraguai e Bolívia por meio de importação legal ou então são desviadas das forças armadas. A maioria dos carregamentos entra no Brasil pelos estados de fronteira, e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão as principais “portas”. As armas e munições contrabandeadas abastecem facções criminosas no sudeste e sul do país.
Somente este ano, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 623 armas e a Polícia Federal 2.296. Em Mato Grosso do Sul, o aumento das apreensões nas estradas federais já chega a 41%, comparando com o mesmo período do ano passado. O que tem preocupado especialistas em segurança, é que os contrabandistas estão trazendo armas potentes de diferentes países e com poder de fogo cada vez maior.
No domingo (19) um arsenal foi apreendido com 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições. Edgar Marcon, que já foi superintendente da PF no estado diz que as armas são usadas e tem número de série raspados.
“Geralmente chega via área em pequenos aviões, geralmente eles fazem um entreposto aqui no estado de Mato Grosso do Sul ou quando vem da Bolívia no Mato Grosso, então, essas armas tal quão as drogas, elas são descarregadas, enterradas para numa segunda viagem, numa segunda perna, serem transportadas até o destino final” comenta.



