Superintendente substituto do órgão afirma que um termo de cooperação com Ipaam irá viabilizar fiscalização de crimes ambientais no município.
30/08/2019 10h10 – Por: G1 MS
O Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quinta-feira (29) que a unidade do órgão em Parintins – a única ativa atualmente no interior do Amazonas – será desativada até novembro deste ano.
Superintendente substituto, Leslie Tavares, afirma que um termo de cooperação entre o Ibama e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) vai viabilizar a fiscalização de crimes ambientais no município. O novo modelo deve permitir um sistema de controle integrado.
O Termo de Cooperação Técnica prevê que o Ibama utilize os centros multifuncionais para combater crimes ambientais no interior do estado, de acordo com o superintendente. Desta forma, esses pontos serão utilizados somente quando houver necessidade.
“É lógico que ter estrutura física é importante, mas, para isso, o Ibama está celebrando o acordo de cooperação técnica com o Ipaam para utilizar os centros multifuncionais. Assim, de forma compartilhada, os agentes que precisem atuar naquelas regiões do estado irão dispor de uma estrutura adequada. Assim, entendemos que o Ibama, na verdade, está garantindo e ampliando sua estruturação no interior e não utilizando uma estrutura dispendiosa”, disse.
Tavares classificou a mudança como estratégica.
“Vimos que a estratégia antiga era custosa. Tem que pagar energia, internet, faxineira. Com a estrutura física do Ipaam, se não tiver necessidade de usar, a gente não usa. Se precisa, se usa. Mudamos por economia – economia e estratégia”, disse.
A unidade de Humaitá está desativada desde de 2017, depois que uma ação de vândalos destruiu o escritório e veículos utilizados por agentes no município. Lá, um servidor dava apoio administrativo usando uma sala no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Atualmente, a cidade de Humaitá recebeu uma das bases da operação “Kuruquetê” – que monitora e combate os focos de queimadas no estado com apoio de órgãos municipais, estaduais e federais.
Nesta quinta (29), o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que tropas foram enviadas para o Sul do Amazonas – que registra a maior quantidade de focos – e para a Região Metropolitana de Manaus.
Outra base do Ibama em Tabatinga, cidade na fronteira do Amazonas com a Colômbia, foi fechada em 2018. Leslie Tavares afirmou que, em áreas de conflito, o uso de tecnologias de monitoramento apresenta melhores resultados.
“Hoje em dia, as estratégias de ação, o uso de inteligência e uso de tecnologias de monitoramento dão mais resultado do que manter agentes lotados em municípios conflituosos. Manter servidores nessa situação inibe suas atuações. Em muitas vezes, [os agentes] vivem sob intimidação”, avaliou.
Ainda segundo Tavares, dezenas de bases do Ibama – que eram destinadas a cuidados de unidades de conservação – passaram para o ICMbio ao longo dos anos. Entretanto, o superintendente ressalta que as fiscalizações continuam.
“O efetivo que se utiliza é de outros estados. O órgão é federal. Em geral, esse efetivo é acompanhado da polícia ambiental, que sempre dá apoio. (…) Apuí, Novo Aripuanã e Lábrea são fiscalizados por agentes de todo o Brasil. Não houve diminuição da presença do Ibama porque não tinha base. A fiscalização vem ocorrendo normalmente”, finalizou.


