Depoimentos fazem parte da investigação do MP do Paraguai
02/09/2019 13h40 – Campograndenews
Investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraguai sobre o assassinato da garota de programa Lídia Meza Burgos, 18, revela a rede de proteção que o narcotraficante brasileiro Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, tinha dentro do quartel da Agrupación Especializada, onde ficou preso até o dia 17 de novembro do ano passado.
Naquele dia, durante visita da garota contratada através de anúncio em rede social, o traficante brasileiro matou Lídia com 53 golpes de faca artesanal, mas nenhum guarda viu ou ouviu qualquer atividade suspeita.
O crime foi a última tentativa de Marcelo Piloto para tentar impedir a extradição. A macabra estratégia não deu certo e no dia seguinte ele foi expulso pelo presidente da República Mario Abdo Benítez.
Atualmente ele está no Presídio Federal de Mossoró (RN).
Mesmo preso no Brasil, Marcelo Piloto se tornou réu pelo assassinato de Lídia Meza Burgos. O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro.
Conforme o jornal carioca “Extra”, a cela onde o traficante matou a garota de programa ficava a menos de 10 metros da recepção do quartel, sede de grupo de elite da Polícia Nacional e para onde são levados os presos mais perigosos do Paraguai devido à facilidade de fuga e de mordomias na Penitenciária de Tacumbú, também na capital Assunción.
Segundo a investigação do MP paraguaio, nenhum dos nove policiais que prestou depoimento diz ter ouvido grito da cela. Foi Marcelo Piloto que bateu na porta da cela para chamar os guardas depois de esfaquear e estrangular a garota. As câmeras de segurança instaladas nas celas e nos corredores não funcionavam.
Blas Gómez, da Companhia Antimotins da Polícia Nacional, foi o primeiro a entrar na cela. Disse ter encontrado Marcelo Piloto ao lado do corpo, usando a camiseta da seleção brasileira, ensanguentada.


