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sábado, 17 de outubro, 2026

Sobre número de mortos nos protestos do Chile; metrô volta a funcionar parcialmente

Desde sexta-feira (18), uma onda de protestos violentos deixou 11 mortos e 1.462 detidos no país.

21/10/2019 09h50 – Por: G1

A situação amanheceu mais tranquila nesta segunda-feira (21) no Chile, porém novos protestos estão convocados para acontecer à tarde. O metrô de Santiago voltou a funcionar parcialmente após o toque de recolher que vigorou em várias regiões Chile de 20h de domingo (20) até as 6h desta segunda.

Desde sexta-feira (18), uma onda de protestos violentos deixou 11 mortos e 1.462 detidos.

O metrô, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, estava fechado desde sexta-feira (18), depois que 78 estações e trens sofreram ataques durante violentas manifestações contra o aumento nas tarifas dos metrô. A empresa estatal que administra o serviço do metrô avalia que o prejuízo deve chegar a mais de 300 milhões de dólares.

Na manhã desta segunda, primeiro dia depois de três jornadas de distúrbios, a previsão é de que sejam reabertas 27 estações da linha 1 do metrô, uma das sete que integram a rede da capital. Para que as pessoas pudessem voltar ao trabalho, 465 ônibus extras foram colocados em circulação.

O general Javier Iturriaga, responsável pelo estado de emergência decretado no país, declarou que houve um “despertar lento, com calma” após o fim do toque de recolher desta manhã. “Estamos conscientes de que a cidade está retomando suas atividades lentamente e temos todas as forças necessárias para qualquer situação de risco”, afirmou.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, disse em um pronunciamento no domingo que esta segunda-feira será “um dia difícil”.

“Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém, que está disposto a usar a violência e a delinquência sem qualquer limite”, declarou.
O centro de Santiago está cheio de marcas dos protestos: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e destroços nas ruas. Quarenta e oito cidades suspenderam as aulas nesta segunda.

O toque de recolher funcionou na região metropolitana de Santiago, Valparaíso, Coquimbo, Biobío e Antofagasta.

Mortes e saques

No domingo, o ministro do Interior chileno, Andrés Chadwick, tinha informado que sete pessoas tinham morrido durante dois incêndios: duas pessoas em um supermercado durante a madrugada e outras cinco em uma fábrica na periferia da capital.

“Hoje tivemos mais de 70 atos de grave violência, entre eles, mais de 40 saques”, disse Chadwick em um pronunciamento.

‘Chile acordou’
O balanço da revolta social é sem precedentes desde o retorno da democracia ao Chile, em 1990. Protestos liderados por estudantes contrários a um aumento de tarifa no transporte público começaram duas semanas atrás, porém se tornaram mais violentos na sexta-feira. Piñera reverteu a medida e declarou um estado de emergência.

Estação de metro em Santiago na manhã deste domingo (20) — Foto: Adriane Schultz/G1