Especialista em segurança orienta moradores a tomar providências para dificultar a ação de assaltantes oportunistas durante o período de férias
26/12/2019 10h20 – Por: R7
As tradicionais viagens das férias de janeiro, sempre aguardadas ansiosamente por inúmeros brasileiros, trazem um perigo pouco notado por boa parte das famílias, ansiosas por recarregar as energias para a entrada do novo ano que se aproxima no interior ou no litoral: as invasões de imóveis vazios em áreas urbanas neste período.
O especialista em segurança pública José Antônio Alves da Costa ressalta a importância de se incluir no planejamento das férias cuidados que impeçam ou, ao menos, dificultem a ação de criminosos. Muitas dessas ações que podem reduzir os riscos de roubos e furtos em residências são simples. Outras não são recomendáveis, apesar de bastante comuns, como deixar luzes acesas.
“Durante as noites e madrugadas, fica claro para o pessoal que tem o hábito de furtar casas que ali não tem ninguém realmente. Eles fazem um estudo do terreno e percebem que essa luz está acesa o tempo inteiro. O ideal é deixar apagado mesmo porque, quando vamos dormir, nós apagamos tudo”, explica o especialista, que é policial militar.
Vizinhos solidários
O PM José Antônio Alves orienta os moradores a pedir ajuda aos vizinhos e informá-los sobre a partida da família em férias para evitar os sinais que deixam evidente que a casa está vazia, como o acúmulo de jornais, revistas, cartas, panfletagem e outras correspondências na caixa de correios ou em frente à residência.
“A Polícia Militar tem feito um programa de vizinhança solidária e, embora não sejam todas as ruas que façam parte deste programa de policiamento, vale a pena conversar com os vizinhos e deixar um telefone para que, caso chegue alguma correspondência ou coisa do gênero, a pessoa possa recolher aquele material”, pontua.
Câmeras de monitoramento
O cabo PM Alves, que tem 25 anos de experiência na corporação, também aconselha a instalação de câmeras IP — sistema de câmeras de rede para monitoramento por vídeo — como uma solução para que o proprietário possa acompanhar a movimentação na casa mesmo à distância.
“Você consegue realizar o monitoramento de sua residência pelo celular e avistar movimentações estranhas. E, novamente, conversar sempre com o seu vizinho. Ele pode ser o maior auxiliador na guarda de seus objetos”, complementa o especialista em segurança.
Vigilância informal
Entre as atitudes desaconselhadas pelo policial está a contratação de rondas com o uso de motocicletas nos bairros residenciais. “É um serviço totalmente informal e as pessoas que o prestam não possuem nenhuma capacitação para realizar a segurança [residencial]”, frisa o Cabo Alves.
O policial alerta também para a possibilidade de assaltantes oferecerem o serviço com a finalidade de obter informações das futuras vítimas. “Este serviço pode ser executado por suspeitos que trabalham com levantamento de informações para o crime. Obviamente não são todos. Mas certa parte, sim”, finaliza o policial militar.


