03/07/2014 16h40
“A carga emocional é muito grande. Somos o país anfitrião e jogar a primeira oitavas de final nos pênaltis é difícil”, afirmou Parreira
Band.com
Campeão do mundo em 1994, Carlos Alberto Parreira já passou por muita coisa no futebol e sabe como os jogadores se comportam em momentos decisivos. Após muito se falar sobre o choro de jogadores como Júlio César e Thiago Silva antes da disputa de pênalti contra o Chile, ele disse não ter visto nada de anormal e avisou: “não tem ninguém descontrolado emocionalmente aqui”.
“A carga emocional é muito grande. Somos o país anfitrião e jogar a primeira oitavas de final nos pênaltis é difícil. Em função da responsabilidade, achei perfeitamente normal as reações. Cada um tem sua maneira de reagir, não há uma cartilha a ser seguida nessas horas, mas estou com esse grupo diariamente e posso garantir, não tem ninguém descontrolado emocionalmente aqui”, disse o coordenador técnico do Brasil em entrevista ao programa “Esporte Em Debate”, da Rádio Bandeirantes.
Parreira sabe da responsabilidade que é ganhar essa Copa, e que os jogadores estão cientes disso. Ele também disse que desde a primeira reunião que teve com os dirigentes da CBF quando Felipão assumiu o comando da seleção, o único objetivo era ser campeão. Ele também disse que quem vier treinar depois o Brasil irá encontrar um legado.
“O Mano Menezes, por exemplo, teve muitas dificuldades, pois após a Copa de 2010 ficou sem base nenhuma, mas este é o legado que vamos deixar. Quem vier vai encontrar uma base, um grupo de jogadores que deverão seguir na seleção”, avaliou.
As zebras da Copa não foram surpresa para Parreira, mas ele acredita que chega uma hora que a camisa irá pesar. Segundo ele, isso acontece porque não há hoje uma mudança tática muito inovadora.
“Os jogadores da Copa estão acostumados a enfrentar outros grandes atletas em seus clubes. As táticas estão niveladas, não há nenhuma muito inovadora, todo mundo joga muito compactado e o jogo coletivo está acima de tudo, mas no final o que vai prevalecer é a história, a camisa e claro, aquele diferencial individual”, disse.


