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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Terminam depoimentos de testemunhas de acusação pela execução de estudante de direito em MS

Audiência da operação Omertá terminou nesta terça-feira (3), em Campo Grande. Nova audiência para ouvir testemunhas de defesa ainda terá data marcada pela Justiça.

04/03/2020 10h10 – Por: G1

A Justiça de Mato Grosso do Sul ouviu na tarde desta terça-feira (3), testemunhas de acusação sobre a execução por engano do estudante de Direito, Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.

Nesta segunda-feira, seis testemunhas já tinham sido ouvidas, durante oito horas. Já nesta terça, a primeira a ser ouvida foi a guarda municipal Liliane Oliveira. Ela disse que manteve um relacionamento amoroso com um dos réus, o ex-guarda municipal Marcelo Rios, por cerca de dois anos. Contou ainda que ele prestava serviços de motorista e talvez de segurança para a família Name, mas negou saber de mais detalhes sobre o assassinato de Matheus Coutinho Xavier.

Na sequência, um escrivão do Garras falou sobre a apreensão dos armamentos em maio do ano passado, e sobre o cruzamento de informações que a polícia fez com a arma e as munições que teriam sido usadas na morte do jovem. Ele disse que os testes foram feitos mas que a arma usada no crime ainda não foi encontrada.

Os delegados responsáveis pela investigação também foram ouvidos. Duas testemunhas de acusação não compareceram. Os réus, que estão presos, mais uma vez acompanharam tudo por videoconferência. Dos sete acusados, Jamil pai e filho, Marcelo Rios e Vladenilson Daniel Olmedo estão no presídio de Mossoró. Outros dois, que seriam os executores, estão foragidos: José Moreira Freires e Juanil Miranda Lima.

Agora, a justiça vai definir uma outra audiência pra ouvir as testemunhas de defesa, por enquanto ainda sem data marcada.

Operação Omertá
O grupo criminoso foi desarticulado em setembro de 2019, na operação Omertá. A suspeita é que seus integrantes tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

No dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Libano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.

Segundo as investigações do Gaeco, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertá. A força-tarefa investiga se as armas foram usadas em crimes de execução nos últimos meses.

O estudante Matheus Xavier, de 19 anos, foi morto no dia 9 de abril deste ano, com tiros de fuzil AK-47, no bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande, — Foto: Redes Sociais