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sábado, 17 de outubro, 2026

A cota é para todos, até mesmo para deputados

24/12/2014 11h

Criticar positiva ou negativamente é válido. Mas, criticar por criticar, apenas por se tratar de um político, não.

Douradosnews

A polêmica que envolve a Lei nº 12.711 de 2012 que garante em todas as universidades e Institutos Federais a reserva de 25 das vagas para alunos das escolas públicas, sendo metade destinada para estudantes com renda mensal familiar até um salario mínimo e meio e considerando ainda critérios de cor ou raça, seguindo dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existe desde que a mesma foi sancionada.

A determinação vale para todos os postulantes a uma vaga que se encaixem em algum desses critérios e é defendida por muitos como uma ferramenta importante de acesso ao Ensino Superior ou técnico, ou acusada por outros tantos como uma ferramenta de segregação que reforça ainda mais um preconceito social.

O debate voltou à tona em Dourados após a divulgação da lista de aprovados no vestibular da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que contava com o nome do deputado federal em exercício de mandato, Geraldo Resende (PMDB) como um dos calouros do curso de Direito, o segundo mais disputado da universidade perdendo apenas para o curso de Medicina.

Um verdadeiro duelo se deflagrou na rede social facebook, com o ‘lado A’ defendendo a aprovação do deputado e o ‘lado B’ criticando o mesmo por se utilizar do direito a cota destinada aos estudantes da rede pública, mesmo tendo Geraldo se alfabetizado e formado na rede básica pública de educação.

Pois é, se a política de cotas deve ser rediscutida ou se será, não é possível prever. No entanto é preciso respeitar que ela é um direito aberto a todos que se encaixam em seus critérios, sejam eles deputados ou não. Sobre a figura do político em si é preciso uma reflexão. Não especificamente sobre Geraldo, mas sobre todos.

Criticar positiva ou negativamente é válido. Mas, criticar por criticar, apenas por se tratar de um político, não.