“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7).
A Bíblia define o ser humano, composto de três elementos numa só unidade: espírito e alma invisíveis imortais; e corpo físico natural, mortal: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1ªTs 5.23).
A Palavra de Deus distingue claramente os três elementos que compõem uma pessoa: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).
Maria, mãe de Jesus, fez distinção entre sua alma e seu espírito: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.46,47). O Senhor Jesus, distinguiu de forma bem clara o ser natural corporal, do inatural espiritual: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).
O espírito é o fôlego divino, vital e essencial para dar vida ao corpo e se comunicar com Deus, que é Espírito. A função da alma é atuar como o centro da personalidade e o elo entre o corpo físico e a dimensão espiritual. A alma abriga as faculdades que nos tornam seres conscientes: a mente (pensamentos e raciocínio); as emoções (sentimentos e desejos) e a vontade (capacidade de decisão). E o corpo físico é um instrumento material que interage com o mundo real, realizando ações naturais.
O ser, interior (alma e espírito) é eterno, imortal; o exterior, é mortal, e temporário: “Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2ªCo 4.16). O apóstolo Paulo definiu o corpo natural como casa do espiritual, morada da alma e do espírito: “Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2ªCo 5.8).
O natural é mortal, o inatural não: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2ªCo 5.1-4).
Na ressurreição, as almas são trazidas pelo Senhor: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele” (1ªTs 4.14); “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1ªCo 15.52,53).
Por: Eloir Vieira

