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A esclerose múltipla, uma doença multiface

21/07/2014 10h20

É mais comum em mulheres que em homens e a porcentagem é maior entre pessoas de 20 a 40 anos

Melhorcomsaude

A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central que afeta a médula espinhal, o tronco encefálico e o cérebro. É mais comum em mulheres que em homens e a porcentagem é maior entre pessoas de 20 a 40 anos. Essa afeta, ainda, a mielina ou substância branca do cérebro e médula espinhal que envolve as fibras nervosas, provocando danos e alteração em seu funcionamento ao surgirem placas escleróticas. Dessa forma, os nervos são impossibilitados de transmitirem impulsos.

Causas e consequências
A esclerose é causada quando algo afeta a bainha de mielina, a qual reveste os neurônios, e pode ocorrer em qualquer parte do cérebro, detendo ou alterando os impulsos nervosos. No entanto, o dano se repercute como inflamação no momento em que as células do sistema imunológico da pessoa afetam o sistema nervoso.

Alguns estudos afirmam que a esclerose múltipla se origina graças a problemas hereditários ou algum vírus, considerando-se a influência do ambiente. Não obstante, não se sabe com certeza a razão de seu princípio. Ainda que se trate de um fato que haja maior risco de desenvolvê-la, caso existam antecedentes familiares da doença ou a região da pessoa esteja em alguma parte do mundo onde a esclerose múltipla seja frequente.

Entre as consequência estão:

Incapacidade para pensar e raciocinar

Depressão

Infecção urinária

Úlcera de decúbito

Complicações devido aos medicamentos ingeridos em combate à doença

Dificuldade para absorver e ingerir alimentos

Dependência para cuidar de si

Osteoporose ou debilidade e enfraquecimento dos ossos

Descubra se você sofre dessa doença

Dependendo do grau da doença, os sintomas diferem assim como a sua extensão; alguns afetam por dias ou semanas, porém há outros que podem permanecer meses em determinados períodos. Além disso, a esclerose pode reaparecer ou simplesmente aumentar seus efeitos com o passar do tempo.

Expor-se ao sol, aos banhos quentes, sentir-se febril ou estressado podem propiciar a doença e aumentar seus sintomas caso essa já tenha se desenvolvido.

Sendo assim, devido ao fato da esclerose ser uma doença ligada ao sistema nervoso, os sintomas se ampliam a qualquer parte do corpo. Dessa forma, a parte intestinal, vesical, muscular, ocular, entre outros, também podem ser afetados.

Sintomas oculares

Perda da visão que normalmente se produz em um olho de cada vez

Visão dupla

Ardor nos olhos

Movimento nos olhos alterado e incontrolado

Sintomas intestinais e vesicais

Frequência na necessidade de urinar ou urgência dessa necessidade

Incontinência urinária

Impedimento para começar a urinar

Escapes de fezes

Prisão de ventre

Sintomas musculares

Inconvenientes para caminhar

Dificuldade com as coordenações e a realização de movimentos menores

Espasmos musculares

Desequilíbrio

Fraqueza em uma perna, braço ou em ambos

Tremor nas pernas e braços

Impedimento para mover braços e pernas

Intumescimento em qualquer área do corpo

Dor no rosto

Ardor, irritação ou formigamento nas pernas e braços

Danos neurológicos e cerebrais

Tonturas

Perda do equilíbrio

Complicações para raciocinar e pensar

Depressão ou tristeza habitual

Surdez

Déficit de atenção, perda de memória e da capacidade de entendimento

Outros sintomas

Dificuldades para a lubrificação vaginal

Problemas de ereção

Fadiga que piora no final da tarde

Gesticulação inapropriada

Inconvenientes paras mastigar e ingerir a comida

Tratamentos

Não há cura para a esclerose múltipla. Não obstante, são conhecidas terapias que retardam a doença e ajudam o paciente a levar uma vida o mais normal possível.

Alguns medicamentos são:

Fingolimod (Gilenya)

Amantadina para a fatiga

Podem ser consumidos antidepressivos para melhorar o comportamento e o estado
de ânimo

Os medicamentos colinérgicos reduzem os inconvenientes urinários
Benzodiazepinas, Lioresal (Baclofen) e tizanidina (Zanaflex) para diminuir os espasmos musculares

A azatioprina (Imuran), o metotrexato, ciclofosfamida (Cytoxan) e a imunoglobulina intravenosa (IgIV).

O acetato de glatirâmer (Copaxone), o natalizumab (Tysabri), a mitoxantrona (Novantrone) e as interferonas (Betaseron, Avonex ou Rebif).

Por outro lado, também podem ser procurados outros tratamentos e ajudas:

Exercício físico

Terapia ocupacional, fisioterapia, logopedia

Grupos de apoio

Utilizar recursos como andadores, cadeiras de rodas, cadeiras para banhos, macas, barras nas paredes etc.

Dieta saudável e um estilo de vida que evite o estresse, doenças e temperaturas extremas.

Consumir alimentos fáceis de ingerir, sem a necessidade de mastigação.

Adaptar a casa para aliviar possíveis quedas

A esclerose múltipla, uma doença multiface