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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

A pretendida legalização do aborto e a lei de deus (dt. 5:17) “não matarás!”

Por: José Vasconcellos

11/08/2018 06h30 – DN

Historicamente, no correr do tempo, o ABORTO tem suscitado um longo debate, analisado sob vários aspectos, tem gozado da simpatia dos comunistas, que na Argentina comparecem em todas manifestações (Veja, pag.55, ed.08.08.18). Considere-se, inicialmente, que a Lei de Deus ( Dt. cap. 5, v. 17, estabelece, peremptoriamente: “Não matarás”. Com o ABORTO, assassina-se o nascituro que já viveu um terço da vida uterina (12ª semana).

No meu livro “O Choro dos Anjos” a primeira crônica intitulada “A alegria da inocência, escrevi: “Emoldurada pela pureza da sua origem, a criança é, com certeza, o presente mais nobre e precioso que Deus dá ao homem para completar a família, esvaziar incertezas, preencher vazios e perpetuar o gênero humano.”

O aborto é, sem sofisma, o assassinato de um nascituro pela vontade da gestante, ao arrepio da Lei de Deus, escorada nalguns dirimentes estabelecidos na Lei dos homens. Evidente que muitas gestantes escoram-se apenas na safadeza.

Esses dirimentes são: 1º – caso haja risco de vida para a gestante; 2º – gravidez decorrente de estupro; e 3º – no caso de constatar-se no feto “Anencefalia” , malformação caracterizada pela ausência total ou parcial do cérebro.

Uma americana, Norma Mac Corvey, conhecida pelo pseudônimo “Jane Roe”, esteve no centro das discussões que culminaram na decisão da Suprema Corte americana para flexibilizar legalmente a prática do aborto nos EUA, em 1973. Ela morreu aos 69 anos, no início de 2017. Transformou-se num ícone e ativista do pró-aborto. A partir de 1995, tornou-se ferrenha OPOSITORA do aborto, depois de tornar-se evangélica e posteriormente católica. (Google),”O famoso caso ROE x WADE, que abriu as portas do ABORTO legal nos EUA. teve início quando Norma Mac Corvey, com o pseudônimo de Jane ROE, assistida por sua advogada, enfrentou o promotor de Dallas, Henry WADE.” O chamado caso “ROE x WADE” (descrito em detalhes no Google) gerou discussões acirradas e violentas, entre militantes pró-escolha (pro choice) e pró-vida (pro life), desse enfrentamento os americanos tiveram a flexibilização do aborto, concedida por decisão da Suprema Corte americana. “ABORTO, eutanásia, e suicídio assistido, entre outros eventos, sempre geram sentimentos fortes, e freqüentemente discussões que acabam em violência.” Claro nesse terreno pluralista, minado de visões antagônicas, pró e contra, defende-se que a vida deve ser protegida e respeitada desde o seu instante inicial (concepção), até seu momento final, ou seja, a morte natural, em paz, serena, sem dor e sofrimento.”

“A questão do ABORTO, ainda hoje está longe de estar equacionada nos EUA e o assunto, sempre delicadíssimo, orienta o contexto do debate político dos americanos. Todos os anos, o movimento anti-aborto nos EUA, realiza uma manifestação em Washington no dia 22 de janeiro, aniversário da histórica sentença batizada com o nome “ROE x WADE”, para pedir a revogação dessa decisão judicial.”

“O presidente Donald Trump manifestou-se, em data recente, em favor de que a decisão sobre o ABORTO, volte para os Estados da União saindo da exclusiva égide federal; além de prometer a nomeação de juizes para a Suprema Corte, que sejam contrários ao ABORTO. O Vice-presidente Mike Pence, neste ano, participou da marcha anti-aborto em Washington.” (Google).

O papa Paulo VI, na sua Encíclica Populorum Progressio, quanto a questão do ABORTO, assim escreveu: “…com o nosso predecessor João XXIII, repetimos: “…Estas dificuldades não se podem vencer recorrendo a métodos e meios que são indignos do homem e que só encontram a sua explicação num conceito estritamente materialista do mesmo homem e da vida.”

Em 1995 Norma Mac Corvey tornou-se evangélica, fazendo-se batizar numa piscina como “b o r n again Christian” e passou a ser opositora feroz do aborto. Mais tarde, em 1998, Norma converte-se ao catolicismo e declara publicamente: ” Eu sou 100% pró-vida. Não acredito em aborto, mesmo numa situação extrema. Você não deve agir como sendo seu próprio Deus.”

Em nosso país, o Supremo Tribunal Federal movimenta-se, para a descriminalização do ABORTO (eliminação das sanções da lei penal) isto é: em qualquer circunstância e por qualquer motivo, até a 12ª semana. O crime hediondo contra o gênero humano, passaria a ser coisa normal, caso autorizado — permitido pela lei — e executado a critério da gestante. Às favas o mandamento de Deus: “Não matarás”.

O STF, ocupado mais com questiúnculas sem nenhum interesse para a Nação e muito menos para o País, empenhados em libertar corruptos, que roubaram a saúde, o ensino e a segurança dos brasileiros, pretendem agora converterem-se em divindade, para decidir sobre a vida ou a morte de nascituros do gênero humano. Resta-nos clamar: “—Senhor, tende piedade, eles não sabem o que fazem! 07.08.2018 (4970) Membro da Academia Douradense de Letra ([email protected]).

A pretendida legalização do aborto e a lei de deus (dt. 5:17) “não matarás!”