04/10/2014 16h40
Governador de Amambay pede mais apoio ao presidente que não gostou da cobrança.
Da redação com informações do ABC Color
O governador do Departamento (Estado) de Amambay, Pedro Gonzáles, que tem como capital a cidade de Pedro Juan Caballero, durante a abertura oficial da Expo-Amambay, Exposição agropecuária tradicional na fronteira em sua fala fez duras cobranças ao presidente do País devido as necessidades que enfrenta na área da saúde, com a falta de medicamentos nos principais hospitais e falta de dinheiro para pagar os médicos que atuam nos hospitais.
Gonzalez sugeriu ao Presidente Horácio Cartes, que passe parte dos 168 milhões de dólares para o Ministério da Saúde, para que 10 % destes recursos sejam destinados aos departamentos, para que os próprios governos façam a compra destes medicamentos de forma direta, sem a necessidade da interferência do governo federal.
Em outra parte de seu discurso, Gonzáles cobrou a presença do Ministério da agricultura na região. “É um amigo o ministro, mas estamos sentindo a falta das ações da sua pasta em nosso estado, que é um grande produtor tanto na área de lavoura e gado”.
“Não queremos mais que o Ministério de Obras Públicas licitem as recuperações de nossas rodovias, pois a empresa que ganha essas licitações nunca aparecem por aqui, sendo que as empresas que tem por aqui podem fazer esses serviços com mais rapidez e melhor qualidade”, afirmou o Governador Pedro Gonzalez.
Para terminar a sua fala o governador Pedro Gonzalez cobrou do governo federal um aumento na receita que são repassadas para os estados e que desde a sua criação em 1992, é de apenas 1 % dos recursos arrecadados pelo País, sendo que com estes recursos não pode construir escolas e muitas crianças tem aulas embaixo de arvores e em lugares impróprios.
Em seguida, quem fez uso da palavra foi o presidente Horácio Cartes, que bastante irritado com o que ouviu do governador, foi logo falando: “Sempre é assim, os políticos acham justamente de fazer as suas reclamações nas aberturas das feiras agropecuárias, mas servem também para que nós possamos dar as nossas explicações’, afirmou.
“Por exemplo, se fazemos a descentralizamos do governo, querido Pedro, os governadores poderão dizer que o presidente não é um bom presidente, se não dou as maquinas para arrumar as estradas e não licito as rodovias todos reclamam”, falou Cartez.
Neste momento Pedro Gonzalez interrompeu o discurso do presidente e teve um principio de discussão, Cartez então consultou seu ministro de Obras Públicas presente no palanque e voltou a falar: “As reformas das estradas pertence ao ministério de Obras públicas”.
O Presidente Horácio Cartez continuou seu discurso e disse que: “Não é homem de fazer compromissos e não honra-los, pois segundo ele, quando se dá a palavra tem que se cumprir e pretende terminar seu mandado como um grande presidente e para isso tem que ser um grande patriota e principalmente honesto com os recursos públicos”.
Logo após terminar seu discurso e se sentar ao lado do vice-presidente e do governador Pedro Gonazalez, Cartez ‘meteu o dedo na cara do governador´ e cobrou de seu posicionamento anti-ético e que aquele não era o local para se fazer um discurso daquele jeito. “É um momento de festa e não de cobranças” afirmou o governador a imprensa no final da solenidade.



