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domingo, 18 de outubro, 2026

Abertura da Expo quase termina em barraco entre governador e presidente do País

04/10/2014 16h40

Governador de Amambay pede mais apoio ao presidente que não gostou da cobrança.

Da redação com informações do ABC Color

O governador do Departamento (Estado) de Amambay, Pedro Gonzáles, que tem como capital a cidade de Pedro Juan Caballero, durante a abertura oficial da Expo-Amambay, Exposição agropecuária tradicional na fronteira em sua fala fez duras cobranças ao presidente do País devido as necessidades que enfrenta na área da saúde, com a falta de medicamentos nos principais hospitais e falta de dinheiro para pagar os médicos que atuam nos hospitais.

Gonzalez sugeriu ao Presidente Horácio Cartes, que passe parte dos 168 milhões de dólares para o Ministério da Saúde, para que 10 % destes recursos sejam destinados aos departamentos, para que os próprios governos façam a compra destes medicamentos de forma direta, sem a necessidade da interferência do governo federal.

Em outra parte de seu discurso, Gonzáles cobrou a presença do Ministério da agricultura na região. “É um amigo o ministro, mas estamos sentindo a falta das ações da sua pasta em nosso estado, que é um grande produtor tanto na área de lavoura e gado”.

“Não queremos mais que o Ministério de Obras Públicas licitem as recuperações de nossas rodovias, pois a empresa que ganha essas licitações nunca aparecem por aqui, sendo que as empresas que tem por aqui podem fazer esses serviços com mais rapidez e melhor qualidade”, afirmou o Governador Pedro Gonzalez.

Para terminar a sua fala o governador Pedro Gonzalez cobrou do governo federal um aumento na receita que são repassadas para os estados e que desde a sua criação em 1992, é de apenas 1 % dos recursos arrecadados pelo País, sendo que com estes recursos não pode construir escolas e muitas crianças tem aulas embaixo de arvores e em lugares impróprios.

Em seguida, quem fez uso da palavra foi o presidente Horácio Cartes, que bastante irritado com o que ouviu do governador, foi logo falando: “Sempre é assim, os políticos acham justamente de fazer as suas reclamações nas aberturas das feiras agropecuárias, mas servem também para que nós possamos dar as nossas explicações’, afirmou.

“Por exemplo, se fazemos a descentralizamos do governo, querido Pedro, os governadores poderão dizer que o presidente não é um bom presidente, se não dou as maquinas para arrumar as estradas e não licito as rodovias todos reclamam”, falou Cartez.

Neste momento Pedro Gonzalez interrompeu o discurso do presidente e teve um principio de discussão, Cartez então consultou seu ministro de Obras Públicas presente no palanque e voltou a falar: “As reformas das estradas pertence ao ministério de Obras públicas”.

O Presidente Horácio Cartez continuou seu discurso e disse que: “Não é homem de fazer compromissos e não honra-los, pois segundo ele, quando se dá a palavra tem que se cumprir e pretende terminar seu mandado como um grande presidente e para isso tem que ser um grande patriota e principalmente honesto com os recursos públicos”.

Logo após terminar seu discurso e se sentar ao lado do vice-presidente e do governador Pedro Gonazalez, Cartez ‘meteu o dedo na cara do governador´ e cobrou de seu posicionamento anti-ético e que aquele não era o local para se fazer um discurso daquele jeito. “É um momento de festa e não de cobranças” afirmou o governador a imprensa no final da solenidade.

El presidente Cartes discute con el gobernador Pedro González (PLRA), mientras el vicepresidente Afara se ve “atrapado” en medio de los dos. / ABC Color

El presidente Cartes discute con el gobernador Pedro González (PLRA), mientras el vicepresidente Afara se ve “atrapado” en medio de los dos. / ABC Color