A transformação dos sistemas alimentares, diante dos desafios climáticos e sociais, esteve no centro de um webinário internacional promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Realizado nesta terça-feira (14.04), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), o encontro reuniu especialistas e representantes do Governo do Brasil para discutir caminhos que articulem ciência, políticas públicas e ação climática.
A iniciativa contou com o apoio da Comissão EAT-Lancet, referência global que reúne a plataforma EAT e a revista científica The Lancet. O debate teve como base o relatório EAT-Lancet 2025, considerado um dos principais marcos internacionais sobre sistemas alimentares sustentáveis.
Na abertura, o ministro do MDS, Wellington Dias, destacou a urgência de ampliar o diálogo sobre o tema, com a intenção de preservar a saúde do planeta e garantir alimentos saudáveis para todos. “É fundamental aproximar a ciência de quem atua na produção, no transporte, no processamento e no consumo de alimentos. Precisamos tratar esse debate com a seriedade que ele exige, pois envolve a saúde do planeta e o direito à alimentação adequada. Precisamos garantir que as autoridades levem muito a sério esse relatório, que é fundamental para toda a humanidade”, afirmou.
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, ressaltou que enfrentar as mudanças climáticas exige transformações de base. “O relatório mostra que não será possível reduzir desigualdades, garantir saúde e promover dignidade sem transformar os sistemas alimentares. É preciso avançar na construção de modelos mais justos, sustentáveis e inclusivos”, pontuou.
Para Elizabetta Recine, presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o Brasil tem uma experiência virtuosa no processo de governança, por suas iniciativas que incluem a sociedade civil, governo, estados e municípios, para debaterem os sistemas alimentares de forma intersetorial. “A transformação dos sistemas alimentares passa, necessariamente, pelo enfrentamento das desigualdades. O Brasil tem iniciativas que mostram o valor da participação social e da escuta qualificada na formulação de políticas públicas, o Consea é um exemplo concreto disso”, alertou.
Reconhecido pela Comissão EAT-Lancet como um caso relevante, o Brasil se destaca por articular segurança alimentar, desenvolvimento social e sustentabilidade. Entre as iniciativas citadas estão o decreto da Cesta Básica de Alimentos, o Programa Cisternas, o Programa Cozinha Solidária, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Marco de Referência de Sistemas Alimentares e Clima para as Políticas Públicas.
Relatório da Comissão EAT-Lancet
O Relatório da Comissão EAT-Lancet, que foi lançado em 2025, apontou que os sistemas alimentares estão no centro de desafios globais, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e pressão sobre recursos naturais. O documento defende que soluções eficazes exigem adaptação ao contexto local, integração de políticas e atuação coordenada entre governos, parlamentos e sociedade.
Acesse o link e assista ao webinário:
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

